quinta-feira, 7 de novembro de 2013

PARÁ: GREVE GERAL DO FUNCIONALISMO PÚBLICO ESTADUAL

UNIR O FUNCIONALISMO PÚBLICO ESTADUAL EM UMA MESMA LUTA
GREVE GERAL PARA DERROTAR O GOVERNADOR JATENE.
GARANTIR MELHORES SALÁRIOS, CONDIÇÕES DE TRABALHO E SERVIÇOS PÚBLICOS DE QUALIDADE PARA A POPULAÇÃO!

A greve da educação ultrapassa os 45 dias. O estado do Pará vive um verdadeiro caos. A intransigência do governo do estado do PSDB fez com que o mesmo tentasse por diversas vezes criminalizar o movimento através da justiça estadual, que considerou a greve abusiva antes mesmo de começar; da mídia e do Ministério Público. Essa tentativa fracassou pelo poder de mobilização da categoria que está realizando grandes marchas e assembleias, bloqueou rodovias e ocupou a Secretaria de Educação e nessa semana a Assembleia legislativa do Estado para forçar uma negociação.

Além da situação da educação, os demais serviços públicos estão abandonados. O objetivo do governo é a privatização de áreas com a saúde. O Pronto Socorro Municipal da 14 tem sido a melhor expressão da crise que vive a administração pública com a falta de elementos básicos para o atendimento da população como soro, gaze ou dipirona.   Os servidores já fizeram diversas protestos e pedem intervenção federal no hospital. Essa semana os Agentes Comunitários de Saúde e Agentes Comunitários de Endemias entraram em greve contra as precárias condições de trabalho e o assédio moral.

A segurança pública também é alvo direto da política de precarização do governo do estado. Nessa quinta-feira, 07/11, no comércio de Belém, o cabo da Polícia Militar Antônio Helio e sua companheira, Feliciana Mota dirigentes da Associação dos Policiais Militares, foram vítimas da violência urbana. Feliciana acabou falecendo. Chega a 34 o número de policiais assassinados somente esse ano. Além do mais o número de homicídios subiu 200% em um ano segundo a 7ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado na última terça-feira, 05/11, pelo Ministério da Justiça. Para garantir a segurança da população seria necessário de acordo com o Sindicato dos Policiais Civis um efetivo de 5 a 6 mil policiais para atender a população. Hoje, o estado do Pará conta com 2.400.

Diante dessa situação, na noite dessa quinta-feira, 07/11, no auditório do Sindicatos dos Servidores Federais (SINTSEP/PA) o SINDPOL, junto com oito associações militares, entre elas a ADDMIPA, ligada a Unidos Pra Lutar, realizaram uma coletiva de imprensa convocando toda a categoria da Policiais Civis e Bombeiros Militares para assembleia geral que decida sobre a possibilidade de uma greve geral unificada. A coletiva ocorreu com a presença de 5 entidades sindicais ligadas ao serviço público: SINTSEP (Servidores Federais), SINTEPP (Educação), representado por sua Secretária Geral, professora Silvia Leticia, Sindetran, SINDPOL (Polícia Civil), SEPUB; mais a presença da Associação dos Concursados (ASCONPA), Associação dos Servidores da Saúde do Município (ASSESMUB) e DCE Unama.

Para a professora Silvia Leticia, estão dadas as condições para construirmos uma greve geral do funcionalismo estadual. "Somos diversas categorias que estão em luta. Temos um mesmo inimigo, o governador Simão Jatene, que investe R$ 0,33 centavos por pessoa em serviços públicos e diz não ter recursos para atender os professores, mas guarda R$ 1,9 bilhão em aplicações financeiras."

Silvia disse ainda que "As associações e entidades sindicais e estudantis fazem o chamado para as assembleias que ocorrerão amanhã na ALEPA a partir das 15h para debater a possibilidade de greve geral no serviço público estadual. 





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