quarta-feira, 27 de abril de 2011

SÃO PAULO: BOLETIM DA UNIDOS PRA LUTAR PARA O 1° DE MAIO

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DECLARAÇÃO DA UNIDOS PRA LUTAR: NÃO ÀS DEMISSÕES DE JIRAU

 Nenhuma confiança nas centrais sindicais que traíram os trabalhadores!

Enquanto as empreiteiras anunciam demissões de 6 mil trabalhadores para conter a situação explosiva nos canteiros de obras, o governo e as centrais sindicais acham normal!!!

22 mil homens e mulheres da Usina Hidrelétrica de Jirau, com refeições de péssima qualidade, alojamentos improvisados que parecem senzalas, banheiros indignos e passando meses sem ver as famílias por um salário miserável fizeram uma justa rebelião.

A mídia escondeu quanto pode porque as usinas são as obras do PAC, principal “investimento” do governo Dilma. Os funcionários foram tratados como delinqüentes porque são trabalhadores braçais, peões do interior do país! A CUT declarou que eram vândalos a serviço da Força Sindical, e ela por sua vez negou apoio.

Carrascos defendem condenados

Quando o conflito foi a público, o governo inventou a Comissão Tripartite Permanente, isto é, centrais sindicais, empresas e governo. A CUT e a Força Sindical entraram nesse circo para pactuar a derrota dos grevistas! São eles que permitiram toda essa falta de dignidade e agora negociam em nome dos trabalhadores!!!

Após semanas de greve, um movimento espontâneo que apenas contou com a simpatia de milhares de trabalhadores brasileiros, conquistou a maioria das reivindicações imediatas e a promessa de diminuir as terceirizadas e a assinatura de Acordo Coletivo.

Dias depois a Camargo Corrêa anunciou as demissões! São 30% do efetivo da obra, o que representaria uma limpeza no quadro de trabalhadores, principalmente dos manifestantes. Patrões, centrais e Ministério do Trabalho se reuniram em Brasília e pactuaram. O ministro Gilberto Carvalho disse -“Demissões são naturais, a empresa sabia que contratou mais gente do que o adequado”. As centrais falaram -“a rotatividade é grande, mas é um avanço porque antes de ocorrer às demissões serão negociadas com os sindicatos...” E eles acham normal. Isso é um crime! Uma traição contra os trabalhadores!

O bobo da corte

Dilma fez jogada de cena completa, convidou "todas as centrais do país” incluída a CSP-Conlutas, assim passou a idéia de que medidas efetivas seriam tomadas. A Conlutas e o Pstu, sempre foram contra as "Comissões Tripartites". Mas desta vez rapidamente entraram, parece que a vaidade e a pressa para legalizar sua central falaram mais alto.

É bom lembrar que a esquerda sempre foi contra essas comissões de enrolação que existem há 20 anos. Eram “câmaras setoriais”, “agendas temáticas” ou “comissões tripartites”. Sempre serviram para enrolar o trabalhador, afinal das três partes envolvidas na negociação, uma é o patrão que defende o lucro, a outra é o governo, que defende o patrão, e a terceira o sindicato que é minoria. Mas neste caso é pior, porque sindicato e centrais estão vendidos para o patrão e para o governo, não representam os trabalhadores. A CUT nesses 20 anos de “comissões tripartites” já entregou nossa aposentadoria, aceitou demissões, fez acordos para reduzir direitos e até salários!

Nada contra Conlutas ter participado da primeira reunião de negociação para defender os trabalhadores em meio de tanto urubu. Mas eles ficaram calados sem denunciar a armadilha, isso é muito grave! Deveriam ter falado imediatamente na televisão que a CUT ia trair, que o governo queria demitir os grevistas, colocar propaganda paga na televisão, distribuir milhares de panfletos, mas não fizeram. Isso foi um descaso com os trabalhadores!

Não falaram que a CUT não representavam os heróicos grevistas, que quem devia negociar não era a CUT nem a Conlutas, senão os representantes da base, das obras! Legitimaram o fórum anti-operário e ajudaram a iludir a imensa massa de trabalhadores desamparados. Isso é o que dá confiar nas negociações com o governo, ficaram como o Bobo da Corte, fazendo críticas e comendo do mesmo prato no Palácio.

Mas a situação chegou ao limite quando anunciaram as demissões e a Conlutas resolveu continuar na “comissão tripartite”. Eles têm que sair porque essa comissão só serve para frear a luta, desmobilizar os trabalhadores e demitir os melhores lutadores!

A luta continua!

Porém, a crise não está resolvida. O descontentamento é muito grande, já são mais de 100 mil trabalhadores no país que fizeram greve e a situação pode se espalhar. Nenhuma confiança nos sindicatos governistas e nas centrais sindicais pelegas! Os trabalhadores devem se organizar de maneira independente, pela base! Nenhum trabalhador deve ser demitido! Toda solidariedade aos trabalhadores da construção civil!

ASSOCIÇÃO NACIONAL DE SINDICATOS INDEPENDENTES

quarta-feira, 20 de abril de 2011

CAMPANHA SALARIAL RODOVIÁRIOS ANANINDEUA E MARITUBA 2011 - PARÁ


JORNAL DO SINDICATO DOS TRABALHADORES RODOVIÁRIOS DE ANANINDEUA E MARITUBA - SINTRAM.
PARA LER BASTA CLICAR EM CIMA DA IMAGEM.

GRANDE ASSEMBLÉIA DO SINPEEM DÁ INÍCIO A CAMPANHA SALARIAL 2011

Dia 07 de abril o SINPEEM, sindicato dos profissionais em educação no ensino municipal de São Paulo, organizou uma assembléia com mais de 7 mil professores e funcionários de escola, para dar início a campanha salarial em 2011, em frente à secretaria de gestão pública do município de São Paulo.

A prefeitura de São Paulo aprovou em 2010 uma proposta de reajuste de 33,76% em três parcelas (2011, 2012 e 2013) através de abonos complementares. Ou seja, um reajuste não garantido, até porque a terceira parcela seria paga por um governo que nem sabemos ainda qual seria.

Além disso, no último período, a secretaria municipal de educação tem apresentado uma série de mudanças que visam retirar direitos dos profissionais em educação. Mudanças na EJA – educação de jovens e adultos – centralizando as matrículas e impedindo muitas pessoas de estudarem, flexibilização de projetos pedagógicos importantes como as salas de SAP – sala de apoio pedagógico – onde os alunos com dificuldade de aprendizagem têm um atendimento pormenorizado.

Além disso, o governo estuda o fim das salas de leitura e de informática educativa, que contam com professores e projetos próprios para sua execução, bem como atacar a jornada dos professores chamada de JEIF – jornada especial integral de formação - que hoje conta com 25 horas de trabalho em sala de aula (aulas de 45 minutos) e 8 horas de trabalho coletivo. O governo estuda flexibilizar essas horas coletivas (horas de formação docente) para poder implantar a escola de tempo integral de 7 horas.

Não bastasse tudo isso, as profissionais dos CEIs (centros de educação infantis) e EMEIs (escolas municipais de educação infantil) estão com suas férias coletivas ameaçadas, por uma ação do governo municipal que quer manter algumas escolas funcionando em janeiro (os chamados pólos).

Diante disso tudo, e da inexistência de propostas do governo, a assembléia votou a continuidade da campanha salarial, com nova assembléia para dia 28/04/11.

A campanha salarial 2011 acontece numa situação bem específica do nosso sindicato, é que dia 13/05/11 ocorrerão as eleições gerais para a diretoria (2011-2014).

A Unidos pra Lutar, que participa da atual diretoria da entidade de forma minoritária, compõe a chapa “Unidade da Oposição” que conta com vários agrupamentos. No seu interior, temos feito um bloco com os companheiros do coletivo APRA (Alternativa para resistir e avançar – com vários militantes da Intersindical) e estaremos firmes no combate às medidas do governo Kassab, e ao governismo explícito da diretoria majoritária que tem como principal representante (e presidente do sindicato) um vereador do PPS, líder do governo na câmara municipal.

Daremos toda a batalha para vencer as eleições e recolocar o SINPEEM no rumo da luta direta e na conquista das nossas reivinidações.

UNIDOS PRA LUTAR/ SINPEEM

quarta-feira, 13 de abril de 2011

PLENÁRIA DA UNIDOS PRA LUTAR EM EDUCAÇÃO

Dia 03 de abril de 2011 a Unidos pra Lutar em Educação fez uma plenária estadual, para discutir os rumos da campanha salarial em curso na APEOESP, bem como discutir a chapa de Oposição Unificada, para as eleições gerais do sindicato, que ocorrerão dia 09 de junho e da qual a Unidos faz parte. Estiveram presentes cerca de 50 professores (as) da capital, grande São Paulo e interior.

Sobre a campanha salarial, depois de uma exposição da mesa sobre a conjuntura, as intervenções foram todas no sentido de armar a categoria contra as reformas do governo Alckmin (do PSDB, partido que completará 20 anos no governo de SP), e também de análise de como deve proceder nossas intervenções, nas discussões propostas pela secretaria estadual de educação sobre um "novo plano de carreira e salários".

O "novo" secretário de educação Herman Voorwald (ex-reitor da Unesp), num plano populista, chamou a categoria na base para que discutisse esse plano de carreira e, desde então, tem se reunido com com os professores em reuniões de pólo pelo estado inteiro. Serão, ao todo, 15 reuniões onde o secretário tem se comprometido com a categoria, mudanças na carreira, no salário e ns condições de trabalho.

A Unidos pra Lutar tem participado com sua militância dessas reuniões, na perspectiva de criar uma "massa crítica" para alavancar a mobilização. Não temos nenhuma esperança que o governo apresente propostas que vão ao encontro das nossas reivinidações porém, nesse momento, nossa intervenção tem duplo sentido: disputar a consciência dos professores nas reuniões de pólo (combatendo o populismo da secretaria da educação) e trabalhar na base da categoria mobilizando para as assembléias que teremos, no decorrer da campanha salarial.

Não arredaremos o pé das nossas reivindicações: reajuste real de salários; por um plano de carreira discutido verdadeiramente com a base e que atenda nossas reivindicações; diminuição do número de alunos por sala, revogação de todas as leis que instituem a precarização do emprego docente e o mérito na educação pública de São Paulo, fim das terceirizações.

Quanto às eleições na APEOESP, a Unidos pra lutar participa da constituição da chapa "Oposição Unificada", constituindo um bloco no interior dela, juntamente com os companheiros das correntes TLS e Apeoesp na Escola e na Luta (Intersindical). Nossa militância fará tudo para que a chapa tenha um bom resultado nas eleições, defendendo um sindicato combativo, classista e democrático. Combatendo as reformas do governo do estado e o "corpo mole" da direção majoritária da entidade (artsind/PT e CSC/PCdoB) que não é consequente na luta pelas reivindicações da nossa categoria.

A Unidos pra Lutar que conta hoje com 4 diretores na APEOESP e tem trabalho em 15 subsedes, coloca-se a serviço dessa luta no interior do sindicato.

Ao término dos debates, votamos os encaminhamentos dos dois pontos discutidos.

Marcos
UNIDOS PRA LUTAR EM EDUCAÇÃO/SP

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Nota de apoio às poderosas lutas dos trabalhadores da construção civil

As explosivas greves dos operários da construção civil, que trabalham nas obras do PAC, se converteram no mais importante fato político nesses primeiros cem dias de governo Dilma e contam com nosso total apoio e solidariedade.

A fama de boa gerente e de excelente administradora, cunhada pelo ex-presidente Lula e pela grande imprensa, não passou a primeira prova diante das péssimas condições de trabalho e dos baixos salários enfrentados pela peãozada, que se alçou à revelia das centrais sindicais e expôs a crise de direção que passa o movimento sindical brasileiro.

Nas obras do PAC faltam banheiros (inclusive feminino), os refeitórios são pequenos e inadequados para se alimentar, a alimentação é de péssima qualidade, os alojamentos mais parecem um campo de concentração, os salários são baixos e boa parte do que é recebido é deixado no comércio varejista, improvisado à beira de estradas esburacadas que chegam a cobrar por um sabonete, um tubo de creme dental ou um maço de cigarros, o mesmo valor de um PF (prato feito) no centro de São Paulo. Essas péssimas condições de trabalho têm responsáveis. Em primeiro lugar, o governo, que despeja bilhões de reais nas mãos das empreiteiras com quase nenhum controle. Em segundo lugar, as empreiteiras, principais financiadoras de campanha dos partidos governistas e finalmente, mas não com menor culpa há que apontar o nefasto papel das burocracias sindicais que estão se lixando para as condições de trabalho e só aparecem porque querem receber o imposto sindical ou quando há uma grande revolta como aconteceu agora.

O governo injetou via BNDES R$ 7,2 bilhões de reais para a construção da usina hidrelétrica de Jirau e outros R$ 6,1 bilhões de reais para a usina de Santo Antônio, ambas em Rondônia, de um total que pode chegar até a conclusão das obras em 2017 na ordem de R$ 25 bilhões (68,5% do empreendimento), sem exigir e fiscalizar de forma adequada as condições em que vivem os (as) trabalhadores (as) nos canteiros de obras. Esta situação levou que os 22 mil trabalhadores em Jirau, 16 mil em Santo Antônio (RO), 27 mil na refinaria Abreu e Lima e Petroquímica SUAPE (PE), 6 mil na Termelétrica de Pecém (CE), 2 mil na hidrelétrica São Domingos (MS) e 1.943 em Porto do Açu (RJ) deflagraram uma massiva greve. Surpreendido, ao melhor estilo da ditadura militar, o governo do PT não teve melhor idéia que enviar a Força Nacional de Segurança Pública para reprimir a manifestação operária. Enquanto isso, as centrais sindicais governistas, CUT e Força Sindical, alheias aos verdadeiros problemas dos trabalhadores, acusavam as bases de vândalos, tentando ocultar sua traição.

Esse fato não ocorreu por acaso. Chegado ao poder, Lula e o PT para dar continuidade ao projeto neoliberal de retirada de direitos e conquistas dos trabalhadores, cujo símbolo foi a primeira reforma da Previdência, tiveram uma política de cooptação dos dirigentes sindicais. Para tanto, concederam importantes cargos públicos com altíssimos salários e cheios de privilégios e mordomias. Exemplo disso é o ex-presidente da CUT Jair Meneguelli, que hoje dirige o sistema ‘S’ (SENAI, SESC, SENAC) e Luiz Antônio de Medeiros, ex-presidente da Força Sindical, atualmente ocupando cargo de secretário de relações do trabalho no Ministério do Trabalho. Dessa forma, abandonaram os trabalhadores à sua própria sorte e dedicaram seu tempo a negociar novas mordomias e espaço no governo Lula. Como afirmou o deputado Paulinho, dirigente da Força Sindical, processado por uso indevido de fundos obtidos do governo: “...nunca saímos de
mãos vazias no governo Lula”. Istoé 16/02/2011.
A grande preocupação da burocracia sindical passou a ser a disputa dos 1.300 cargos comissionados, o controle de cerca de R$ 200 bilhões anuais correspondentes aos fundos de pensão das empresas públicas, a manutenção de seus altos salários na direção de estatais e os R$ 100 milhões de reais do imposto sindical que lhes foi presenteado por Lula, e ao que tudo indica será mantido por Dilma. Enquanto isso, os banqueiros, donos de indústrias e latifundiários, praticam as maiores atrocidades possíveis com os trabalhadores. Por isso, nem a CUT nem a Força Sindical tem legitimidade para negociar com o governo e os patrões as justas reivindicações dos trabalhadores do ramo da construção civil ou de qualquer categoria que faça luta em nosso país.

Os acordos celebrados entre CUT, Força Sindical, governo e empreiteiras, para se ter qualquer validade, devem obrigatoriamente ser submetidos às assembléias de base da categoria, nos canteiros de obras. Lamentavelmente a CSP – Conlutas, que aceitou participar da comissão tripartite, que de forma envergonhada está sendo chamada de “Comissão Permanente de Negociação”, legitimou essa negociação e perdeu uma grande oportunidade de se postular como alternativa de direção ao sindicalismo chapa branca e de denunciar o papel pelego que tiveram as direções da CUT e Força Sindical frente a esses conflitos.

Não podemos aceitar nenhuma demissão ou retaliação aos trabalhadores grevistas que devem ter estabilidade no emprego até a conclusão das obras.

Devem ser os Comandos de Greve, as CIPAS e os delegados sindicais de base, os legítimos representantes dos trabalhadores nas negociações junto ao governo e aos patrões. Fora os burocratas sindicais vendidos! Que ao invés de defender os trabalhadores, negociam com o governo e as empreiteiras, os interesses dos trabalhadores, em troca do desconto do imposto sindical.

Não temos dúvidas que as vitórias salariais e a conquista de melhores condições de trabalho até agora obtidas foram produto da luta e mobilização dos próprios trabalhadores e não das negociações entre as centrais sindicais pelegas, o governo e as empreiteiras.

A luta dos trabalhadores da Construção Civil de Jirau e Santo Antônio, deve servir de exemplo para as categorias em mobilização e que preparam suas campanhas salariais.

A classe trabalhadora, fundamentalmente a peãozada, que muitos diziam ter perdido seu papel histórico na conformação de uma nova sociedade, deu uma lição aos coveiros do socialismo e da luta de classes. Os povos do Xingu que lutam contra a construção de Belo Monte agradecem.

São José dos Campos - São Paulo, 25 de março 2011
Coordenação Nacional de UNIDOS PRA LUTAR!