sexta-feira, 25 de abril de 2014

Repúdio aos bate-paus do PT e PMDB em Belém: Não vai ter Copa! Vai ter greve!


Fonte:
Durante a tarde dessa sexta-feira, 25/04, a presidente Dilma Rousseff esteve em Belém para cumprir parte de sua agenda no Pará na entrega de motoniveladoras do PAC2. Numa verdadeira “festa” com a presença do que há de pior na política paraense, como Jáder Barbalho (PMDB), Anivaldo Vale (PR), o prefeito de Belém Zenaldo Coutinho (PSDB) e tantos outros responsáveis pelo caos social e a corrupção, Dilma, seu Ministro da Agricultura, Miguel Rosseto e os prefeitos presentes de vários partidos discursaram como se tudo estivesse muito bem no Brasil.

A presidente não contava, porém, que os servidores das universidades, em greve há quase 40 dias, os servidores do INCRA e de outros órgãos, também em campanha salarial e a juventude do Vamos à Luta fossem denunciar seus desmandos na solenidade. Com faixas e com palavras de ordem que exigiam a negociação imediata da greve, o fortalecimento dos órgãos públicos e mais verbas pra saúde e educação ao invés da Copa, os manifestantes mostraram para o governo que, ao contrário de sua propaganda enganosa e sua política de pão e circo, a situação do país já não é mais a mesma depois das jornadas de junho e com o cenário de greves que se espalha.

Já no fim do discurso de Dilma, quando o grupo de sindicalistas e estudantes se retirava do Cidade Folia, local onde ocorria o evento, fomos surpreendidos por um grupo de militantes pagos do PT e PMDB que cercaram nossa militância e agrediram com empurrões e chutes a companheira Neide Solimões, dirigente do SINTSEP-PA e da CONDSEF e David Paixão, estudante secundarista do Colégio Pedroso e militante do Vamos à Luta. Antes, durante a solenidade, esse mesmo grupo já estava provocando os grevistas, com palavras de ordem para blindar o governo.

Repudiamos essa ação reacionária dos bate-paus do governo e seus mandatários. Esse setor representa o que há de mais degenerado no movimento, não à toa foram atropelados pelas massas nas jornadas de junho. Servem apenas para tentar dar alguma legitimidade ao governo nas ruas. Esses setores são as direções hoje das principais centrais sindicais e de entidades estudantis como a CUT e a UNE. São os que atuam para não haver greve nas universidades e no serviço público para não desgastar Dilma. As greves que estão ocorrendo em todo o país, como a dos garis do Rio de Janeiro ou dos metalúrgicos do estaleiro Brasa em Niterói, acontecem a revelia desses setores que atuam para abafar e domesticar as rebeliões. Já não conseguem mais fazer isso porque os debaixo já não agüentam viver como antes e os de cima já não podem governar como até então.

Dilma, Lula e o PT ao se aliarem com as principais oligarquias do país, como o corrupto Jáder Barbalho, optaram por aplicar todo o receituário de arrocho salarial e ataques aos direitos dos trabalhadores e da juventude. Esse é o governo da corrupção na Petrobrás e do reajuste zero para os servidores públicos. Não nos representa! Seguiremos denunciando esse governo onde estiver em defesa dos direitos da classe trabalhadora.

Belém, 25 de abril de 2014

Corrente Socialista dos Trabalhadores CST-PSOL

Vem pra rua nesse 1º de maio


Rio de Janeiro: Por mais vitórias no Brasa





A CORAGEM É CONTAGIANTE


PARÁ: TODOS AOS ATO DO 1º DE MAIO



Servidores do IFPA aprovam a greve a partir de sexta



Em assembleia ampliada realizada na manhã desta terça-feira (22) no Auditório Central do IFPA - campus Belém, docentes e técnicos-administrativos, sindicalizados ou não ao SINASEFE - Seção Sindical do IFPA e ETRB, decidiram aderir à paralisação nacional e entrar em greve por tempo indeterminado a partir desta sexta-feira (25), após o cumprimento do prazo legal de aviso à reitoria do Instituto e à comunidade acadêmica.


Entre as reivindicações da pauta geral dos servidores estão a data-base, a democratização das IFE's, a reestruturação das carreiras, a reposição salarial, mais investimentos no serviço público e a valorização da categoria.Para fortalecer o movimento paredista, a pauta local será definida após a realização de assembleias nos demais campi do IFPA e na Escola Tenente Rêgo Barros (ETRB). Porém, os servidores alertaram sobre a necessidade de melhoria das condições de trabalho; do respeito aos processos de gestão transparentes e democráticos; e da reestruturação da CPPD e CIS.O diretor do Sindicato, Acácio Melo, se posicionou favorável à deflagração da greve e disse que só "com uma greve forte, vamos conseguir pressionar este governo que se diz dos trabalhadores, mas descumpriu os acordos assinados em greves anteriores. Os grupos de trabalho instalados para discutir e solucionar demandas dos servidores, na verdade, não resultaram em nenhum avanço para a categoria".O servidor Humberto Brito também defendeu a greve e acredita que “por ser um ano eleitoral, temos um cenário que favorece a luta dos trabalhadores. Devemos pressionar o Governo Dilma a atender às nossas reivindicações, principalmente para termos uma data-base que viabilize uma política salarial séria e efetiva".E, desta vez, o argumento de que a greve poderia prejudicar as eleições, tanto para Reitor e Diretores Gerais quanto para o CONSUP e Sindicato, foi rechaçado pela plenária. "Quem decide se vai ter eleições no IFPA é o MEC, que, até agora, não definiu nenhuma data para o início do processo. A nós, cabe decidir sobre a greve, sobre o nosso futuro. E não podemos ficar de braços cruzados quando nacionalmente há uma greve justa e legítima em curso", afirmou o servidor Ângelo Carvalho.Comando Local de Greve - Além dos diretores do Sindicato, os servidores Humberto Brito, Job dos Anjos, Ângelo Carvalho e Elis Carvalho integram o Comando Local de Greve que, de antemão, deixou claro que nenhum grevista deve se intimidar com pressões ou assédio moral para continuar trabalhando, pois esse é um movimento paredista legítimo, amparado dentro do direito constitucional de greve e estendido a toda a categoria.Pauta de Reivindicações

EIXOS GERAIS DOS SPF’S
1 - Data-base para maio;
2 - Antecipação dos 5% de aumento previsto para 2015;
3 - Anulação da Reforma da Previdência do Mensalão e da Funpresp;
4 - 10% do PIB para a educação pública;
5 - Arquivamento do PL 4.330/2004 (Terceirização);
6 - Auditoria e suspensão do pagamento da Dívida Pública;
7 - Retomada dos anuênios (1% ao ano).

EIXOS ESPECÍFICOS DO SINASEFE
1 - Reestruturação das carreiras dos técnicos e docentes;
2 - Democratização das IFE’s;
3 - Fim da precarização: Expansão da Rede Federal de forma responsável e com qualidade;
4 - Flexibilização da carga horária dos técnicos em 30h semanais;
5 - Isonomia entre docentes das universidades e da educação básica, profissional e tecnológica;
6 - Fim do ponto eletrônico e do controle docente.
Fonte: SINASEFE-IFPA/ETRB

PARÁ: SINTSEP CONVOCA PARA ATO DO 1º DE MAIO


VENEZUELA: LIBERDADE PLENA - RUBÉN GONZÁLEZ





RIO DE JANEIRO: GREVE DO BRASA: NOSSA LUTA CONQUISTOU AVANÇOS NA NEGOCIAÇÃO!

Fonte: COMISSÃO DE FÁBRICA DO ESTALEIRO BRASA
A firmeza da greve começou a dobrar a patronal. Nessa quinta, 24, arrancamos uma negociação efetiva na presença da comissão de fábrica e conquistamos avanços. Para isso foi fundamental a paralisação de 100% da produção, por meio dos piquetes, assembléias, passeatas e a ampliação para outros estaleiros como a vitoriosa paralisação do Mauá. Além disso, a atuação das entidades, movimentos e parlamentares que nos apoiaram em todo o país e no exterior, muitos participando das nossas manifestações. Na ultima terça-feira, em audiência na justiça do trabalho se encaminhou uma reunião de negociação que ocorreu nesta quinta, 24, com a presença da patronal, da direção do sindicato e da comissão de fábrica.

Avaliamos como positivo e um avanço de nossa luta as seguintes propostas de acordo para serem avaliadas pela assembléia: a) Revogação de todas as demissões dos Cipeiros; b) Pagamento integral da PLR no dia 30 de abril, proporcional de janeiro a dezembro de 2013; c) Devolução do desconto do adiantamento; d) Assembleia conjunta, da comissão de fábrica e a diretoria do sindicato, na manhã do dia 25 para decidir os rumos do movimento;

Com relação aos dias parados, há um problema. Na ata da reunião havia um acordo de dividir os dias parados da seguinte forma: 50% abonado pela patronal e 50% reposto em um futuro calendário elaborado entre a empresa e os trabalhadores. Porém, para nossa surpresa, após ata ser assinada a empresa desautorizou esse ponto do acordo e informou verbalmente que sua nova proposta era o desconto de todos os dias parados. A proposta de comissão de fabrica é a manutenção da proposta da ata.

Os demais itens da campanha salarial (dissídio)

Na reunião de quinta não foram tratados os demais itens da campanha salarial. Por este motivo estamos propondo que a comissão de fábrica eleita em assembléia acompanhe e seja parte das negociações entre a diretoria do sindicato e a patronal. Queremos que o sindicato e comissão de fábrica realizem uma assembléia sobre o tema para avaliar as negociações até o dia 7 de maio. Além disso, que o sindicato realize assembleias em todos os estaleiros para tratar da campanha salarial.

COMISSÃO DE FÁBRICA DO ESTALEIRO BRASA