segunda-feira, 15 de novembro de 2010

É FUNDADA A ASSOCIAÇÃO UNIDOS PRA LUTAR


No dia 13/11 foi fundada no auditório do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP) a Associação Nacional dos Sindicatos Independentes UNIDOS PRA LUTAR. Participaram do evento aproximadamente 100 dirigentes e ativistas do movimento sindical brasileiro representado mais de 10 Estados.
A Assembléia convocada pelos Sindicatos dos Trabalhadores Químicos de São José dos Campos e Região (SP), Sindicato dos Trabalhadores em Alimentação de São José dos Campos e Região (SP), Sindicato dos Servidores Municipais de Jacareí (SP), Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal Fluminense (SINTUFF-RJ), Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal do Estado do Pará (SINTSEP-PA) e Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Ananindeua e Marituba (PA), o evento serviu para debater a atual crise econômica mundial, a organização dos trabalhadores para enfrentar o ajuste fiscal já anunciado pela presidente Dilma Rousseff (PT/PMDB), bem como seguir a batalha politica para construção de uma CENTRAL SINDICAL UNITÁRIA dos trabalhadores brasileiros pós-ruptura do CONCLAT (Congresso da Classe Trabalhadora) ocorrido em junho deste ano.
Participaram também da Assembléia: Servidores Municipais de vários municipios de São Paulo e Rio de Janeiro, Servidores Federais, professores de São Paulo (APEOESP e SINPEEM) Pará (SINTEPP), SEPE (Rio de Janeiro) e SIMPRO (DF), Metroviários (SP), CEDAE (RJ), Correios (RS) dentre outras categorias. Por motivos de agendas de suas categorias e que não puderam participar enviaram saudações Trabalhadores dos Correios do Amazaonas, São José do Rio Preto (SP), SINTIFES (PA), SINDSAÚDE (Amapá), SITRAEMG (MG), Oposição SINDIDADOS (MG), Servidores Municipais de Vitória (ES), Bancários do Pará e Maranhão, dentre outros.





DECLARAÇÃO POLÍTICA
E CARTA DE PRINCÍPIOS

DECLARAÇÃO POLÍTICA:
1. Crise econômica mundial – que os ricos paguem pela crise

Vivemos mais um capítulo da crise econômica mundial iniciada em 2007 nos Estados Unidos. Começou na Grécia e logo se estendeu para toda a Europa. No intuito de evitar a quebradeira de bancos e a falência de multinacionais, a União Europeia (UE) e o FMI têm orientado os governos de todo o mundo a promoverem um brutal ajuste contra os trabalhadores e o povo pobre: cortes de gastos públicos, redução de salários, aumento de impostos, reforma da previdência com aumento na idade para se aposentar, flexibilização das leis trabalhista e retirada de direitos. Trata-se de uma crise de todo o sistema capitalista.
É o que temos visto na França onde se aumentou de 60 para 62 anos a idade mínima para aposentadoria. O mesmo ocorreu na Grécia e Espanha, com as mudanças nas regras de aposentadoria bem como a redução de salários de servidores públicos.
Entretanto, nos últimos meses as greves gerais da Espanha, Itália, França (3), Grécia (6) e as greves do funcionalismo público em Portugal, têm mostrado qual o caminho que o conjunto dos trabalhadores deve trilhar para impedir a retirada de direitos e conquistas. Na América Latina, a crise tem reflexos, em maior ou menor grau.

2. Organizar a luta e a resistência contra o ajuste fiscal do governo

No Brasil apesar de todo o discurso oficial de que a crise econômica seria uma ‘marolinha’, projetos como o PLP 549 que congela salários dos servidores públicos por 10 anos demonstram que está se preparando um forte ajuste fiscal para o próximo período.
O corte por parte do governo de R$ 30 bilhões do orçamento de 2010, além do fato de que o orçamento de 2011 não prevê reajuste de salários para o funcionalismo público, prejudicando a educação e a saúde; a manutenção do fator previdenciário e o reajuste nas tarifas públicas são apenas a ponta o ‘iceberg’ do pacote de maldades que será baixado pela presidente Dilma (PT/PMDB).
Também fazem parte desses ataques aos direitos dos trabalhadores a reforma sindical e trabalhista que retira a autonomia e independência dos sindicatos, o fim do 13° salário, o fim da multa de 40% do FGTS, o parcelamento de férias e a regulamentação do direito de greve que vai criminalizar ainda mais nossas lutas e mobilizações.
Parte essencial do ajuste é que também já foi anunciada uma nova reforma da previdência que aumentará o tempo de trabalho e a idade para aposentadoria.
Para aplicar sua política o próximo governo necessitará derrotar os trabalhadores e destruir suas entidades sindicais. Não a toa tornou-se constante a prática dos interditos proibitórios, as pesadas multas aplicadas às entidades sindicais combativas bem como a prisão e os processos judiciais de dirigentes sindicais que tem transformado nossas lutas em verdadeiros casos de polícia, quando não em de segurança nacional.

3. Unidade sindical e na luta!

Para fazer frente a essa situação necessitamos de entidades sindicais combativas, que com autonomia e independência do governo e dos patrões organizem pela base as lutas dos trabalhadores. Necessitamos de entidades sindicais onde a base possa decidir democraticamente em suas assembleias o rumo das lutas e mobilizações. Necessitamos de UNIDADE POLÍTICA E SINDICAL!

UNIDOS PRA LUTAR é um esforço coletivo de alguns sindicatos para fortalecer as lutas, ajudar ao surgimento de novos dirigentes e novas direções autônomas, democráticas e de luta, na perspectiva de uma nova central dos trabalhadores brasileiros.

SÃO PAULO-SP, 13 DE NOVEMBRO DE 2010
UNIDOS SOMOS FORTES!


CARTA DE PRINCÍPIOS:

A UNIDOS PRA LUTAR foi criada em processo democrático de debate, soberano e independentes por dirigentes e ativistas sindicais de mais de 10 estados brasileiros presentes na Assembleia Geral de fundação ocorrida no dia 13 de novembro de 2010, na cidade de São Paulo – Capital.

1. A UNIDOS PRA LUTAR nasceu da necessidade política, frente à fragmentação e risco de dispersão, da esquerda classista e combativa de nosso país em enfrentar a política de ataques dos governos e patrões de retirar conquistas e direitos dos trabalhadores.

2. Frente a traição da CUT e das centrais sindicais oficiais que tem servido como roda auxiliar da política do governo no movimento sindical e devido a ausência de uma ferramenta política que unifique todos (as) que queiram lutar contra os governos e os patrões, a UNIDOS PRA LUTAR se constitui como parte objetiva e subjetiva do esforço coletivo de construir uma Central Sindical de Trabalhadores da cidade e do campo.

3. A UNIDOS PRA LUTAR proclama, em alto e bom som, seu compromisso e sua luta na construção do socialismo como única forma de trilhar o caminho na eliminação completa da "exploração do homem pelo próprio homem". Nessa luta estamos ao lado dos excluídos e oprimidos, na mesma trincheira das nações agredidas pelo imperialismo, contra toda forma de opressão seja ela sexual, racial ou étnica. Pelas mais completas liberdades democráticas como forma de expressar opiniões e desejos.

4. A UNIDOS PRA LUTAR é uma tendência sindical de combate para intervir nas lutas e mobilizações dos trabalhadores contra os governos e os patrões. A estrutura de nossas entidades, política e financeiramente, tem que estar a serviço dos interesses de nossa classe, e não somente de nossas categorias ou ramo de atividade. Contra os pelegos de plantão que negociam direitos dos trabalhadores, procuramos disputar a direção de cada luta e de cada sindicato, unificando pela base, as campanhas salariais e as mobilizações que ocorram não só para tirá-las do isolamento a que estejam submetidas, mas também para que sejam vitoriosas. Estamos contra a divisão das campanhas salariais e a criação de entidades artificiais, sindicatos e associações fantasmas sem nenhuma representação na base. Apoiamos em cada eleição sindical não só politicamente, mas com estrutura financeira, todas as chapas do campo classista e de luta, que coloque os interesses dos trabalhadores em primeiro lugar e não de partidos políticos.

5. A UNIDOS PRA LUTAR é uma tendência sindical classista. Defende a unidade dos trabalhadores com os setores populares, com os sem-terra, sem teto, desempregados, e também a juventude trabalhadora e estudantil, como única forma de fortalecer a luta com possibilidade efetiva de vitória no confronto com nossos inimigos de classe. Mas, essa unidade tem um eixo claro: a classe trabalhadora e suas entidades, porque é a única capaz de paralisar o funcionamento da economia; produção, circulação, serviços, golpeando o coração do sistema capitalista que é o lucro. A única classe que pode por para funcionar a economia sem necessidade de patrões, a única classe que por essas razões pode ser vanguarda na luta pela socialização dos meios de produção, medida indispensável para conquistar uma sociedade socialista e uma economia que funcione a serviço da maioria do povo pobre.

6. A UNIDOS PRA LUTAR é uma tendência sindical democrática, respeita às opiniões divergentes em seu seio, nos marcos desta declaração de princípios e do seu estatuto. Por isso defende a existência de critérios claros de participação política na vida e nas estruturas das entidades dos trabalhadores, definidas pelos próprios trabalhadores. Nos sindicatos, associações e movimentos que organizamos e onde houver mais de dois setores políticos e ideológicos organizados do campo da esquerda classista e de oposição clara aos governos e patrões defendemos chapas unitárias, cujo critério de composição seja a convenção de base, com proporcionalidade direta e qualificada para enfrentar unitariamente os pelegos a serviço dos governos e patrões.

7. A UNIDOS PRA LUTAR é uma tendência sindical que defende a mais completa autonomia de organização dos trabalhadores. Cabe aos trabalhadores decidirem como melhor se organizar para defender seus direitos e interesses de classe. Cabe aos trabalhadores à definição dos estatutos de suas entidades, quais devem ser seus dirigentes, suas plataformas políticas e métodos de luta. Somente os trabalhadores podem financiar suas entidades, não pode haver nenhuma dependência do Estado capitalista, dos patrões e do governo, seja qual for. Por isso lutamos pela mais ampla Liberdade de organização e denunciamos e combatemos todas as praticas anti-sindicais patrocinadas pelos governos, sejam eles quais forem, e pelos patrões no sentido de inibir toda e qualquer forma de organização dos trabalhadores.

8. A UNIDOS PRA LUTAR é uma tendência sindical que defende a independência política dos trabalhadores, porque a "emancipação dos trabalhadores, será obra dos próprios trabalhadores". Nas entidades em que temos intervenção política, são os próprios trabalhadores, nas instâncias das entidades que devem decidir sobre todos os aspectos da vida e da organização de suas lutas. Combatemos toda e qualquer forma de aparelhamento político governamental ou partidário das entidades, não se pode confundir a opção por filiação partidária, que é licita, com o funcionamento e a estrutura do movimento.

9. A UNIDOS PRA LUTAR é uma tendência sindical que defende a mais completa unidade sindical dos trabalhadores. Essa concepção parte do fato de que as entidades do movimento sindical, de forma bem particular, são organismos de frente única, portanto representam todos (as) trabalhadores (as) independentes de suas opções políticas e ideológicas. As entidades do movimento sindical representam todos os trabalhadores não somente os associados.

10. A UNIDOS PRA LUTAR é uma tendência sindical internacionalista, porque "a classe trabalhadora não tem pátria". Apoiamos as lutas de nossos irmãos de classe, dos trabalhadores, camponeses, indígenas, e setores populares que, no mundo, lutam contra a exploração capitalista dos governos de plantão. Nossa política de atuação como organização é de classe, no Brasil e no mundo. Rejeitamos o apoio e o atrelamento dos trabalhadores e suas entidades aos governos que por mais progressivos que se definam, e por mais atritos que tenham com o imperialismo, continuam nos marcos do capitalismo garantindo o lucro das multinacionais e dos patrões.

SÃO PAULO-SP, 13 DE NOVEMBRO DE 2010
UNIDOS SOMOS FORTES!


4 comentários:

Valdir disse...

Quero parabenizar os companheiros pela iniciativa, a tempos a classe trabalhadora padece de uma central que não tenha vínculo vicioso e centralista, que coloque as necessidades da classe trabalhadora acima de tudo, é muito provavél que desta vez teremos uma ferramenta de luta dos trabalhadores, falo isso com a certeza de quem conhece o trabalho dos companheiros que são partes integrantes da Unidos Pra Lutar, como em São José dos Campos os companheiros Davi e João rosa, assim como também o companheiro Afonso do sindicato dos Correios do Estado do Amazonas, muita força e conte sempre que possível com a minha humilde colaboração.


Att.
Valdir Candeu
São José do Rio Preto-SP

Waleska disse...

Parabéns companheiros, e vamo seguir Unidos pra Lutar!!!

valtergildo disse...

Acho de extrema importancia a iniciativa de desenvolver e trabalhar uma nova ferramenta para utilidade dos trabalhadores,tendo em vista os desafios que temos pela frente.
uma ferramenta cujo trabalhador se identifique e deposite os seus creditos de confiança,a unidos pra lutar tem éstas qualidades que torna-se indispensável para utilidade do trabalhador,pelo trabalhador e para o trabalhador.
todos nós
UNIDOS PRA LUTAR

Anônimo disse...

boa tarde, companheiros(as), acabei de conhecer este site e gostei muito por isso já me cadastrei, é com iniciativas como essa é que acreditamos ser possível, fazer uma política trabalhista de respeito e democrática com respeito aos direitos já adquiridos ... obrigado
EDIVALDO PORTACIO -DIR.SINDICAL DO SIND SERT TIMBIRAS-MA...