quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS: DERROTAR O AJUSTE DE DILMA E LEVY!


Está em curso no país um brutal ajuste econômico perpetrado pelo governo Dilma (PT/PMDB) em conjunto com os governadores, plano este que provocará mais desemprego, rebaixamento salarial e deterioração nos níveis de vida da população trabalhadora e da juventude.
O governo a cada dia vem mostrando sua face mais conservadora, seus ministros são a nata da representação de banqueiros, latifundiários, empreiteiros e das privatizações, históricos inimigos dos trabalhadores e do serviço público. A falta de pagamento de salários e 13º de terceirizados, e no caso do DF até de funcionários efetivos, mostra que nós servidores seremos alvos de medidas cada vez austeras. Não à toa que o corte no orçamento federal para este ano é de R$22,8 bilhões e a edição das Medidas Provisórias 664 e 665 que atacam nossas conquistas, como a concessão do abono salarial, do seguro-desemprego e do seguro-defeso dos pescadores artesanais.
Por isso chegou à hora de nós servidores públicos federais seguirmos o exemplo dos operários da Volks, que depois de terem derrotado a política da direção burocrática da CUT em dezembro, rejeitando o rebaixamento salarial e as demissões, acabam de obter um importante triunfo. Após 11 dias de greve conseguiram a reintegração de 800 operários e estabilidade no emprego até 2019, derrotando assim a política do governo e dos patrões. 
Agora mais do que nunca devemos seguir o exemplo da Volks, começando a preparar a greve geral unificada no serviço público federal para derrotar o plano de ajuste do governo Dilma/Levy.

O governo de Dilma (PT/PMDB) despeja sob nossas costas a crise econômica!


Os dados da economia não são nada animadores, estamos em meio a uma crise econômica brutal que afeta principalmente os trabalhadores, o povo e a juventude. Segundo o IBGE a estimativa do crescimento da economia do ano passado será de míseros 0,15% e para 2015 teremos mais um pibinho de 0,5%. A disparada da inflação, a alta no desemprego, achatamento salarial, o aumento nas tarifas públicas, a crise hídrica e energética fruto dos desmatamentos e demais problemas ambientais, além da total falta de planejamento por parte dos governos são fortes demonstrações de que essa crise recai sobre nós. No entanto nós não podemos aceitar a crise econômica como desculpa para não atender nossas reivindicações. Enquanto estão cortando dos trabalhadores e trabalhadoras, pagam juros e amortizações da dívida pública aos banqueiros federais e os políticos reajustaram seus altos salários em 25%, o que terá um efeito cascata nas assembleias legislativas e câmaras municipais.
Esta política de favorecer com dinheiro público os empresários com destaque aos banqueiros ano após ano tem endividado ainda mais o país. As dívidas interna e externa do país batem recordes. Segundo a Auditoria Cidadã da Dívida, somente a dívida interna passa de 3,071 trilhões de reais e este ano o orçamento votado por petistas e tucanos dedica aos agiotas do sistema financeiro R$ 1,356 trilhão. Esta política econômica tem sucateado todo o serviço público e provoca uma tremenda crise social, como no caso do setor energético, da saúde, segurança pública, etc.

As medidas da Dilma mostram que conservador é o seu governo

No segundo turno das eleições do ano passado se abriu um forte debate em toda a esquerda, diante da disputa eleitoral entre Dilma e Aécio. Muitos embalados numa suposta teoria de “onda conservadora”, votaram em Dilma no segundo turno para derrotar o tucano Aécio Neves. Em menos de dois meses, as medidas do novo velho governo são provas cabais de que quem é conservador é o governo do PT, que governa ao lado da velha política fisiológica, com o PR de Malafaia e com o PMDB de Jader Barbalho e Renan Calheiros. Mais ainda quando vemos a ruralista Kátia Abreu na pasta da agricultura e o ministro da economia o queridinho de Davos, o tucano Joaquin Levy, e um ministério todo conformado por representantes do capital financeiro, agronegócio e industrial. O que mostra que a disputa entre Aécio e Dilma não era de projetos, que apenas disputavam a chave do cofre. Por isso votam juntos no congresso nacional a destinação de 47% do orçamento para pagar a dívida imoral e todos os projetos contra nós trabalhadores, além do que a própria Operação Lava Jato da conta do envolvimento dos políticos do PT e do PSDB. 


Preparar a Greve geral unificada do serviço público federal.

Nos servidores públicos federais devemos desde já preparar a campanha salarial unificada e começar a debater a construção da greve geral. O ajuste atingirá em cheio nós servidores, que já amargamos uma defasagem salarial, privatizações e terceirizações e concursos públicos insuficientes. Neste sentido não restam dúvidas que é necessário a luta para derrotar a política conservadora do PT/PMDB.
O ano de 2015 já começou com várias lutas, greves e enfrentamentos: greve metalúrgica da Volks e Scania, servidores públicos estaduais de Brasília, rodoviários, juventude, aeronautas e aeroviários e trabalhadores terceirizados de várias universidades. Esta é a tônica de 2015, que tende a aprofundar. Nas universidades também os trabalhadores terceirizados, que estavam sem receber os salários e 13º se organizaram e fizeram greves e mobilizações.

Plenárias dos SPF’s para que a base decida os rumos do movimento.

Em dezembro de 2014, mais de 300 lideranças dos servidores federais de todas as entidades decidiram, em seminário do fórum, convocar uma plenária unificada dos SPF´s, para fim de janeiro para aprovar a campanha salarial 2015. Porém, em janeiro, a direção da Condsef (CUT), exigiu que fosse cancelada a plenária, pois significaria eleger em assembleias os delegados, que discutiriam como construir a luta contra Dilma. A direção da Condsef ameaçou sair do fórum e não participar das atividades unificadas. Um velho método de excluir a base de decidir, chantagear para proteger o governo. Infelizmente os demais setores, especialmente a Conlutas cedeu novamente a esta política que prejudica a luta dos SPF´s. Lembremos que desta forma se desmontou a greve unificada no ano passado e retiraram da pauta a luta contra a reforma da previdência, protegendo os mensaleiros e o governo.
Este ano termina o acordo rebaixado da greve de 2012, em que as três centrais desaproveitaram a força daquela greve. Agora, a Dilma está vindo com mais força contra nossa classe. Não haverá meio termo, espaço de diálogo, nem de defesa de nossos direitos e nossa pauta sem uma greve unificada, construída com a base. A Condsef não pode repetir o que fez em 2014 que não encaminhou a greve aprovada em seu congresso e se contrapôs a greve dos Servidores da Cultura. Assim a esquerda, em especial a Conlutas que dirige Andes e Sinasefe, que tem peso na Fasubra, não pode ficar atrelada a acordo rebaixados, como de 2012, e nem recuar em nome de supostos consensos com as direções burocráticas da CUT, CTB, que só leva a nos paralisar e a não encaminhar a luta. 
Por isso agora devemos organizar um calendário de luta, construir a greve geral do serviço público, com dias de paralisação nacionais, atos e marchas unificadas. Exigir, em especial da CUT e CTB, que rompam com o governo Dilma e que de fato chame a luta. Pois os atos do dia 28/01, organizado pela CUT e demais centrais nos estados foram esvaziados, burocráticos e sem nenhuma preparação com assembleias de base e paralisações, o que mostra o papel da direção da CUT em blindar a Dilma, e em não encaminhar de fato a luta contra os ataques à classe trabalhadora.
As plenárias unificadas do serviço público devem ser realizadas a partir de delegações votadas nas assembleias de base, como forma de acabar com os acordos de cúpula, para a base decidir os rumos do movimento.

Unificar e fortalecer as lutas para derrotar as medidas de ajuste de Dilma/Levy!
Preparar a Greve Geral do serviço Público Federal, por aumento real de salários, fim das privatizações e terceirizações.
Suspensão do pagamento da dívida pública e auditoria imediata.
Unificar com o ato da Fasubra contra a EBSERH no dia 06/03!! 
Rejeitar e derrotar a MP 664/665/2015 que restringe nossos direitos 
Lutar pela Paridade entre ativos, aposentados e pensionistas 
Plenária unificadas do funcionalismo com delegados(as) eleitos(as) pela base
Plenárias unificadas pelos estados

Unidos Pra Lutar 

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Pela reintegração imediata dos 42 grevistas demitidos! Em defesa do direito de greve!


Os metroviários de São Paulo estão em meio a uma dura batalha. Após 5 dias de uma greve histórica com adesão de praticamente 100% da base da categoria, o governador Alckmin, desesperado pela força da mobilização, resolveu jogar duro, demitiu 42 grevistas, entre eles vários diretores do sindicato. Um claro ataque ao nosso direito de greve.

Alckmin provocou nossa categoria, escolheu os Metroviários para dar um recado ao conjunto da classe trabalhadora de São Paulo e do país de que os trabalhadores não podem lutar pelos seus direitos. Por isso, hoje a principal tarefa de cada trabalhador e cada ativista dos movimentos sociais em luta, é cercar de solidariedade os metroviários e lutarmos juntos pela reintegração dos demitidos.
A “justiça” mostrou mais uma vez que tem lado. Além de não fazer nada perante as demissões, aplica multas milionárias ao Sindicato dos Metroviários punindo a categoria pela greve. A mesma “justiça” que deixa soltos os responsáveis pela roubalheira dos tucanos no Metro, atua agora contra os trabalhadores e em defesa deste governo corrupto.


Se não reintegrar, São Paulo vai parar!
A assembleia do dia 09/06, terça-feira, votou pela suspensão da greve até o dia 11/06 e, caso não forem readmitidos nossos companheiros, greve a partir do dia 12/06, que é o primeiro dia da Copa da FIFA. 

Precisamos fortalecer a assembleia de hoje (11/06) para a partir de amanhã parar novamente a maior cidade do país. Não está em jogo apenas as 42 demissões. Está em jogo nosso direito de lutar para melhorar de vida utilizando do nosso legítimo instrumento que é a greve. Além disso, sabemos que os trabalhadores de todo país estão atentos aos acontecimentos na nossa categoria, pela sua importância política e social, por isso é preciso dar o exemplo, não aceitar nenhuma demissão, lotar a assembleia esta noite e, caso Alckmin e seus capachos não recuem, parar São Paulo no primeiro dia da Copa da FIFA.Como disse o companheiro Alex Fernandes, Secretário-Geral do Sindicato dos Metroviários e militante da CST-PSOL: “Não tem arrego! Reintegração já! Ou greve dia 12!”.


Unificar as lutas em curso!Defender os Metroviários de São Paulo!

Todas as lutas em curso devem se unificar e defender dos Metroviários de São Paulo. Vivemos uma conjuntura marcada peloascenso das greves e protestos dos trabalhadores e da juventude. A forte greve das estaduais paulistas, as marchas constantes do MTST e todas as demais categorias e setores em luta precisam unificar suas ações e defender o direito de greve de nossa classe que está sendo atacado por Alckmin nestas demissões.

As centrais sindicais (CUT, Força Sindical, CTB e UGT) que se dispuseram a mediar a negociação da nossa categoria com o governo, mesmo após não fazerem nada pela nossa greve, devem passar imediatamente das palavras à ação. Além de dizer formalmente que são contra as demissões, devem mobilizar suas categorias, com paralisações e protestos das mais em defesa da reintegração dos metroviários e do direito de greve. 


Metroviários de São Paulo
Unidos Pra Lutar

quinta-feira, 5 de junho de 2014

METROVIÁRIOS DE SÃO PAULO EM GREVE



Nos últimos dias antes da greve a mobilização da categoria deu um salto na quantidade e na radicalidade com passeatas e assembleias setoriais massivas.
A assembleia do dia 4 foi uma das maiores da história com 2 mil trabalhadores e trabalhadoras da categoria. Tinha gente nos corredores e até na rua, apesar do frio do lado de fora o clima na assembleia estava quentíssimo. Uma enorme faixa no fundo simbolizava Alckmin dirigindo o trem da corrupção e tentando atropelar metroviários e usuários do transporte.
Alex Fernandes abriu a assembleia e apresentou os apoiadores da greve. Falaram no ato professores municipais que acabaram de encerrar uma greve de 42 dias contra o prefeito Haddad/PT, depois o comando de greve da USP, o MPL, a Federação metroviária, agrupações sindicais e políticas, essa é a dimensão que tomou a greve neste ano e neste momento mais que oportuno da cena nacional.
Alex Fernandes também informou sobre as negociações com o governo e o tribunal. Na sua fala todo mundo levantava os cartazes de greve, uns distribuídos pela Unidos pra Lutar e outros improvisados pelo Sindicato. A cada relato sobre a negociação e a cada ponto de pauta que o governo não aceitava era uma vaia e inúmeros cartazes de greve eram levantados no alto. Depois passou a palavra para o presidente da entidade formalizar a proposta única da diretoria e de todos os agrupamentos metroviários: Greve por tempo indeterminado a partir da meia noite, a quadra dos metroviários explodiu ao grito interminável de Greve! Greve! Votada por unanimidade.
Um capítulo a parte é a simpatia geral da população, a necessidade de uma direção sindical e política que faça acontecer, que dê norte e unidade as lutas e que chame a uma greve geral. Na estação Tatuapé os metroviários colocaram som e rapidamente se juntaram mais de 300 pessoas que passavam pelo local. Na estação da Se participaram mil pessoas dessa espécie de assembleia popular improvisada. Jovens e idosos pediam a palavra para desabafar contra a Copa, o governo ou o transporte, parabenizando os metroviários. Embora o responsável pelo Metrô é o governo do Estado as críticas não pouparam Dilma nem o prefeito Haddad.
Às 20 horas do dia 4 começou a movimentação para organizar os piquetes em todas as estações, pátios de manutenção e entrada de operadores de trem e outros setores. Os piquetes muito animados contaram com apoio de juventude e de outras categorias e se mantem com revezamento em todos os turnos e escalas em forma permanente, mas na verdade quase não tem fura-greves. O que existe é um sistema do governo chamado plano de “contingência” que é um esquema antigreve montado com chefes e pessoas não qualificadas para a tarefa que com treinamento precário operam parcialmente alguns trens em um trecho de 4 a 5 estações em cada linha. Esse sistema não satisfaz a demanda e coloca em risco os passageiros. O presidente do metro e o secretario de transportes novamente negaram a liberação das catracas que os metroviários propuseram como alternativa à realização da greve.
Os trabalhadores tem claro que a oportunidade de conquistar é agora, na Copa. E não apenas 1% no índice e sim plano de carreira, periculosidade, PLR igualitária, plano de saúde para aposentados e outros. O governador Alkmin está pagando para ver e está vendo: na quinta-feira, dia 5, foi o maior dia de engarrafamento do ano, maior que o da greve dos motoristas de ônibus e o terceiro maior da história. Hoje desembarcou em São Paulo o vice-presidente da FIFA e outros dirigentes que tiveram que suportar 3 horas de trânsito do aeroporto ao hotel. Um deles declarou que tinha medo de estádios vazios com a dificuldade dos torcedores chegarem ao local.
            Foi votado que haverá assembleia todo dia às 17 horas. Nada se resolverá sem assembleia, se a nova proposta não conformar, a greve vai continuar.


Alex Fernandes, Roldan, Ronaldo Pezão.
Dirigentes metroviários organizados na Unidos pra Lutar