quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

BELÉM/PARÁ: FÓRUM DE LUTA OCUPA CANTEIRO DE OBRAS

O Fórum Metropolitano em Defesa do Transporte Público de Qualidade, realizou importante atividade no dia de hoje (26/01) em Belém do Pará quando ocupou o canteiro de obras da BRT  - Bus Rapit Transit - projeto da prefeitura da cidade entregue de forma fraudulenta por R$ 430 milhões de reais a empreiteira Andrade Gutierrez.

O BRT caso seja implantado acabara com ciclovias, demitirá cobradores de ônibus e reajustará a passagem de ônibus 2 vezes ao ano.

Dinheiro público entregue a iniciativa privada sem nenhuma discussão com a população. As entidades do Fórum, dentre elas a UNIDOS PRA LUTAR, o SINTSEP-PA, SINTRAM, DCE UNAMA, etc. provocaram o Ministério Público Estadual a fim de que o mesmo possa promover ação civil pública contra a Prefeitura de Belém, por ter escolhido a empreiteira Andrade Gutierrez, em uma licitação, no mínimo, questionável pois as 18 outras empresas desistiram da mesma. Outra reclamação das entidades é que a prefeitura de Belém não realizou audiências públicas para discutir o projeto com a população. A única audiência realizada não foi publicizada a fim de que houvesse participação massiva das entidades. Além disso é uma obra tão cara, para impactar apenas uma parte de Belém, não resolverá de maneira nenhuma o caos do transporte público da área metropolitana de Belém, onde as pessoas andam em ônibus lotados, sujos, sucateados e  mal conservados.

Fazem parte do Fórum: UNIDOS PRA LUTAR, SINTSEP/PA, SINTRAM, Coletivo de juventude Vamos à Luta, AUTEPA-PA (Associação dos Usuários de Transportes do Estado do Pará), DCE UNAMA, Grêmio Estudantil UG, ENECOS (Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social), AFBEPA, DCE UFPA, ANEL, Comitê Metropolitano Xingu Vivo, MLP (Movimento de Luta Popular), REVITA SUS, Núcleo São Joaquim, Ação Cidadania - Comitê Pará, Associação SAMU - 192, Associação dos Moradores da Cipriano Santos, ECM Amazônica, ASCEPA, CASS-UFPA, CABIO UFPA, FEMA-PAC, ONG-Amazônia, MLT,MLP Águas Lindas, FURAOR, EXNEL, ACSBC, MPL, Grupo Espaço para todos, Associação dos Concursados do Pará, JUNTOS!, Rede Emancipa, Grupo ELLA, Grêmio Cabanagem, UJR, UESB, PSOL,PSTU, PCR, Mandato do Deputado Estaudal Edimilson Rodriguês.

O Fórum reune todas as Quartas-Feiras às 18:00 na sede do SINTSEP/PA (Tv. Mauriti, 2239).

















Na noite do dessa quarta-feira, 18/01, no SINTSEP-PA, ocorreu a segunda reunião do Fórum Metropolitano em Defesa do Transporte Público. Sindicalistas, estudantes universitários e secundaristas e o movimento popular do guamá, terra firme, jurunas, águas lindas, icoaraci, tapanã, associação dos deficientes visuais, dos taxistas e dos usuários do transporte em Belém, entre outros. aprovaram uma série de atividades e um calendário de mobilização que culmina com um ato na próxima quinta, 26/01.

Entre os itens aprovados na reunião, destaca-se a moção de apoio a Polícia do Estado do Pará (militar e civil) e bombeiros que estão reivindicando melhores salários e condições de trabalho.

No decorrer da semana haverá diversas reuniões em vários bairros da região metropolitana de Belém. Na sexta, 20/01, uma representação do fórum irá ao Ministério Público Estadual para tratar da questão do BRT. Na segunda, haverá panfletagem em São Bráz.

FOTOS DA REUNIÃO DO FÓRUM



ATO PÚBLICO NACIONAL - SOMOS TODOS PINHEIRINHO

ATO PÚBLICO NACIONAL - 02 DE FEVEREIRO
SÃOJOSÉ DOS CAMPOS - SÃO PAULO

Químicos de São José dos Campos - SP, votam solidariedade ao Pinheirinho

O Sindicato dos Químicos de São José dos Campos e região realizou assembleia com os trabalhadores da Johnson nesta segunda-feira, 23, em solidariedade aos moradores do Pinheirinho, que, ontem, foram violentamente expulsos da ocupação na zona sul da cidade.

A situação dos moradores expulsos de suas casas piorou muito durante a noite. A polícia jogou bombas de gás lacrimogêneo por várias vezes em direção aos moradores que estavam dentro do centro de triagem montado em frente ao Pinheirinho e até mesmo dentro do pátio da igreja católica, onde outros moradores passaram a noite, no Jardim Colonial. A ação é da PM é fascínora e representa a política de perseguição do prefeito da cidade Eduardo Cury (PSDB) e da justiça estadual aos trabalhadores pobres do Pinheirinho.

A assembleia na Johnson denunciou toda a crueldade e, inclusive, as violações aos direitos humanos aos quais os moradores estão submetidos. A situação é ainda mais grave quando se nota que a Polícia Militar do governador tucano Geraldo Alckmin não permite a entrada da imprensa ou de entidades da sociedade civil. Apenas foi permitida a aproximação de alguns profissionais da imprensa conforme a conveniência da PM para fazer acreditar a ação é pacífica. Até mesmo deputados estaduais, vereadores da cidade e a defensoria pública estão impedidos até o momento de se aproximar e, muito menos, de circular dentro da ocupação.

Vale dizer que a ação da prefeitura, da justiça estadual e da PM não são amparadas por nenhuma medida pública de suporte aos moradores expulsos do acampamento. O próprio centro de triagem é um local barrento, sem infra-estrutura. Os moradores foram levados para vários pontos também sem nenhuma condição de atendimento. Muitos dos trabalhadores pobres do Pinheirinho passaram a noite em branco porque não tinham condições sem de dormir nos locais para onde foram levados. A única medida tomada pela prefeitura é tentar expulsá-los da cidade oferecendo passagem de ônibus, apenas passagem de ônibus. O prefeito quer se livrar da pobreza perseguindo os pobres e esperando que eles desapareçam como fumaça.

Os trabalhadores da Johnson aprovaram solidariedade aos moradores do Pinheirinho. Vários atos estão programados em apoio aos trabalhadores do local.

SINDICATO DOS QUÍMICOS E FARMACÊUTICOS DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS E REGIÃO

Rua Conselheiro Rodrigues Alves, 51 Jardim Santa Luzia - Centro

São José dos Campos – SP Fone: 3921-8177

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

SÃO PAULO: Pinheirinho: Nota dos Sindicatos e Movimentos Sociais

A ação da Polícia Militar do Estado de São Paulo, iniciada neste domingo, dia 22, na Ocupação Pinheirinho, em São José dos Campos, é o retrato da irresponsabilidade, truculência e covardia dos governos Geraldo Alckmin (PSDB) e Eduardo Cury (PSDB). Um efetivo de dois mil homens invadiu de surpresa a ocupação às 6 horas da manhã e mantém a área sitiada.

A ordem para a desocupação por parte dos governos estadual e municipal do PSDB e da Justiça Estadual vai contra todos os fatos e negociações dos últimos dias que avançavam para a suspensão da ordem de despejo e regularização da área. Também vai contra um acordo assinado pela própria Selecta, dona do terreno, que propôs a suspensão da reintegração por 15 dias.

Por fim, a ação a mando da juíza Márcia Loureiro é flagrantemente ilegal. A medida está desacatando e descumprindo uma decisão federal. Uma liminar expedida pela Justiça Federal, por volta das 8 horas da manhã deste domingo, reafirmou a decisão obtida pelos moradores na sexta-feira, dia 20, contra o despejo.

Por ordem do Tribunal Regional Federal (TRF), o juiz plantonista Samuel de Castro Barbosa Melo determinou que a Polícia Militar e a Guarda Civil de São José dos Campos suspendam a ação imediatamente. Contudo, a PM se nega a cumprir a ordem, num claro desacato a uma determinação federal.

Um novo recurso foi ajuizado no Supremo Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, pelos advogados dos moradores, para barrar o despejo.

Repressão e resistência

Um operativo de guerra está sendo utilizado contra cerca de duas mil famílias pobres, que vivem há oito anos no terreno. Com armas de fogo, bombas de gás lacrimogêneo, gás pimenta, helicópteros e carros blindados, a Tropa de Choque avançou sobre a população não só da ocupação, como dos bairros vizinhos.

Há vários feridos e pessoas detidas. Informações dos moradores da ocupação falam em mortos e pessoas desaparecidas. A Guarda Municipal usou balas letais contra a população. O advogado do movimento, Antonio Donizete Ferreira, o Toninho, e o presidente do Sindicato dos Condutores, José Carlos, foram feridos com tiros de bala de borracha e bombas de gás lacrimogêneo. Até crianças feridas foram atendidas em Unidades de Pronto Atendimento (UPA). Os fornecimentos de água, energia elétrica e telefone foram cortados na região.

A população de bairros vizinhos está revoltada com a ação da polícia realizada durante todo o dia. Nos bairros Residencial União e Campo dos Alemães, a população se rebelou atirando pedras contra os soldados. Tentaram derrubar as tendas armadas para colocar os moradores do Pinheirinho. Chegaram a derrubar as grades do Centro Poliesportivo do Campo dos Alemães, local para onde estão sendo levados os moradores para fazer a triagem. Revoltada, a população também incendiou veículos.

Sindicatos, movimentos sociais e estudantis em solidariedade aos moradores do Pinheirinho ocuparam a Via Dutra, na altura do Km 154, por cerca de 1 hora e meia. Um protesto também foi organizado em frente à casa do prefeito Eduardo Cury (PSDB).

Houve ainda uma rebelião por parte das assistentes sociais convocadas pela Prefeitura. De 40 profissionais convocadas, apenas 18 se apresentaram, atrasando e inviabilizando a triagem e cadastramento de todas as famílias do Pinheirinho, que estão sem assistência social.

Solidariedade

A notícia dessa medida ilegal e violenta patrocinada pelos governos do PSDB, estadual e municipal, já se espalhou nacional e internacionalmente.

Nesse momento é preciso o apoio de toda a população. Agradecemos a solidariedade já demonstrada, principalmente pelos moradores vizinhos, sindicatos, movimentos sociais e estudantis. É preciso intensificar ainda mais as ações de solidariedade, com atos e manifestações em todo o país.

Uma grande manifestação está convocada para esta segunda-feira, dia 23, em São José dos Campos. Outros atos também já estão marcados em outras cidades e estados.

Exigimos do governador Geraldo Alckmin, chefe maior da Polícia Militar, e o prefeito Eduardo Cury que suspendam essa ação ilegal. Fazemos um apelo ainda à presidente Dilma que intervenha diretamente no conflito e impeça que mais vidas sejam alvo de violência e morte.

Entidades que assinam:

Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região
Sindicato dos Químicos de São José dos Campos e Região
Sindicato dos Trabalhadores na Alimentação de S.J.Campos e Região
Sindicato dos Petroleiros de S.J. Campos e Região
Sindicato dos Condutores de S.J. Campos e Região
Sindicato dos Vidreiros de S.J. Campos e Região
Sindicato dos Servidores Municipais de S.J.Campos e Região
Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil SJC e Região
Sindicato dos Servidores Municipais de Jacareí
Sindicato dos Correios do Vale do Paraíba e Litoral Norte - SINTECT-VP
Associação Democrática dos Metalúrgicos Aposentados e Pensionistas - ADMAP
Oposição Alternativa-APEOESP
Movimentos dos Médicos
CSP-CONLUTAS
CUT
Unidos para Lutar
Assembleia Nacional dos Estudantes Livre – ANEL
Organização de Jovens e Estudantes - OJE










SÃO PAULO: JORNAL DO SINDICATO DOS QUÍMICOS DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - ESPECIAL - PINHEIRINHO

ATO PÚBLICO CONTRA O BRT (DIA: 26/01 - 5° FEIRA, POSTO PDV - ENTRONCAMENTO)

BOLETIM UNIDOS PRA LUTAR - ESPECIAL - FÓRUM SOCIAL MUNDIAL