sexta-feira, 25 de novembro de 2011

PRONUNCIAMENTO DO DEPUTADO FEDERAL IVAN VALENTE (PSOL-SP) EM APOIO A GREVE DOS TRABALHADORES DA JOHNSON & JOHNSON

Em repúdio à repressão contra os trabalhadores da Johnson de São José dos Campos

Foto: Nilton Cardin/AE
Mais uma vez a Polícia Militar do estado de São Paulo foi chamada e atuou para impedir o exercício do direito de greve dos trabalhadores. Gostaria de dizer diretamente ao Governador Geraldo Alckmin e ao Secretário de Segurança Ferreira Pinto que retirem a Polícia Militar da porta das fábricas. Esta semana, já falei nesta tribuna do ocorrido na cidade de Vinhedo, onde a PM tentou impedir a liberdade de organização sindical dos trabalhadores da multinacional francesa Saint Gobain. Nesta quarta, o episódio se repetiu, de forma muito mais violenta, diante do portão da Johnson&Johnson em São José dos Campos, no Vale do Paraíba.

Na terça-feira (22), os trabalhadores da empresa deflagraram greve. E ontem, às 7h30 da manhã, a direção da Johnson acionou a tropa de choque para impedir a realização da assembleia dos trabalhadores, violando o direito de greve e reprimindo os funcionários de uma forma que lembra os tempos da ditadura militar.

Segundo o relato do Sindicato dos Químicos, a PM reuniu os ônibus que transportavam os funcionários e os impediu de descer para participar da assembleia. Além disso, obrigou os motoristas a avançarem sobre os canteiros e a entrar na empresa em alta velocidade. Os dirigentes sindicais foram brutalmente impedidos de chegar perto dos ônibus e falar com os trabalhadores, que foram mantidos em cárcere privado sob a mira de escopetas da tropa de choque. É de um absurdo sem tamanho, senhores Deputados! Os funcionários viraram reféns da polícia!

Enfim, a zona em frente à Johnson&Johnson foi palco de cenas lamentáveis, com agentes do Estado violando a legislação brasileira para garantir os interesses econômicos da empresa. Nessas condições, cinco ônibus entraram na fábrica. Os trabalhadores de outros dez, no entanto, conseguiram descer dos coletivos e aderiram à greve. No período da tarde a cena se repetiu, desta vez com a tropa de choque saindo de dentro da própria sede da empresa para tentar impedir a adesão dos trabalhadores à greve.

A direção da Johnson divulgou uma nota explicando que conseguiu um interdito proibitório para garantir que o acesso à empresa fosse desbloqueado, permitindo que aqueles que quisessem trabalhar o fizessem. No entanto, o que se viu foi bem diferente disso. Cerca de 600 trabalhadores foram escoltados à força para dentro da empresa.

A repressão acabou fortalecendo o movimento. Além de manter a greve, os trabalhadores aprovaram um repúdio à ação da empresa em usar a Polícia Militar como guarda particular para escoltar e oprimir a categoria, algo inaceitável em uma democracia. Dos quatro mil trabalhadores, aproximadamente dois mil seguem de braços cruzados. A paralisação continua por tempo indeterminado.

Entre as reivindicações da categoria estão o pagamento de abono salarial, vale-alimentação, 85% de hora extra em dias normais e 130% durante o descanso semanal renunerado, dias compensados e feriados; redução do custo do transporte dos trabalhadores; redução da jornada para os trabalhadores das empresas terceirizadas em igualdade com os trabalhadores do grupo Johnson; garantia de 60 minutos de intervalo para refeição e reposição dos valores de piso salarial rebaixado pela empresa, garantindo salário igual para função igual.

Manifestamos aqui então toda nossa solidariedade aos trabalhadores e trabalhadoras da Johnson & Johnson, em especial aos companheiros que foram mantidos reféns da tropa de choque e foram obrigados a entrar na empresa mesmo querendo participar da assembleia de greve. Esta não é a função da PM num Estado Democrático de Direito. Nosso repúdio à presença da Polícia Militar, impedindo a livre manifestação. Pedimos ao Governador Geraldo Alckmin e ao Secretário de Segurança que imediatamente retirem a Polícia Militar das portas da empresa.

Chega de repressão aos trabalhadores!

Muito obrigado.
Ivan Valente – Deputado Federal PSOL/SP
Pronunciamento no plenário da Câmara dos Deputados em 24/11/2011

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

TODO APOIO À GREVE DOS TRABALHADORES DA JOHNSON & JOHNSON

Repudiamos a truculência da Tropa de Choque da Polícia Militar
Exigimos imediata negociação com o Sindicato da categoria
            Os trabalhadores da multinacional do ramo químico Johnson & Johnson entraram, hoje, 24, no segundo dia de greve e exigem da empresa abono salarial, vale-alimentação, 85% de horas extras em dias normais e 130% durante o descanso semanal remunerado, dias compensados e feriados, gatilho salarial de 5%, redução dos custos do transporte, redução da jornada para os trabalhadores das empresas terceirizadas em igualdade com os trabalhadores da empresa, restabelecimento e reposição com equiparação dos valores de piso salarial rebaixado, garantindo-se função igual, salário igual, garantia de 60 minutos de intervalo para refeição e fim do sistema de operações em que um trabalhador opera mais de uma máquina ao mesmo tempo.
A adesão dos trabalhadores é de 100%, mas infelizmente a empresa se nega a negociar com o Sindicato da categoria e o pior: nestes dois dias de greve, a Tropa de Choque da Polícia Militar tem reprimido brutalmente os trabalhadores e os dirigentes do Sindicato dos Químicos e de outras categorias do Estado solidários ao movimento, como bem pode ser assistido nos vídeos cujos links estão no final dessa nota.
Repudiamos a posição autoritária da multinacional Johnson & Johnson, uma das maiores empresas do mundo, bem como denunciamos o papel de verdadeira guarda patrimonial da empresa que cumpre a Tropa de Choque da Polícia Militar de São José dos Campos e região. Sem nenhuma determinação judicial e contra a lei, a PM não só criminaliza a justa luta dos trabalhadores químicos como tenta transformar um direito constitucional de livre organização e manifestação dos trabalhadores em verdadeiro caso de polícia.
Os fatos ocorridos na multinacional e as práticas violentas patrocinadas pela Tropa de Choque da Polícia Militar da região configuram uma clara prática anti-sindical, que descumpre todas as leis do país, além das normas internacionais do trabalho da qual o Brasil é signatário. Portanto, esta atrocidade será denunciada na Organização Internacional do Trabalho (OIT) e em todos os organismos nacionais e internacionais para que fatos como esse não se repitam mais, sejam coibidos e que sejam apuradas as responsabilidades civil e criminal.
Diante dos fatos ocorridos, exigimos do governo do Estado de São Paulo, da Corregedoria da Polícia Militar apuração dos abusos cometidos pela tropa de choque numa greve legal e aprovada pelos trabalhadores. Os fatos que vierem a ocorrer a partir de então serão de inteira responsabilidade de vossas senhorias que precisam botar um freio em referidas práticas, bem como da empresa Johnson & Johnson.
Exigimos imediata abertura de negociação por parte da empresa e o atendimento a todas as justas reivindicações dos trabalhadores.


Brasil:
Associação Nacional de Sindicatos Independentes UNIDOS PRA LUTAR
FETQUIM - Federação dos Trabalhadores Quimicos - SP
Sindicato dos Trabalhadores da Alimentação de São José dos Campos – SP
Sindicato dos Servidores Municipais de Jacareí – SP
Sindicato dos Condutores do Vale do Paraíba – SP
Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté – SP
SUB-SEDE do Sindicato dos Vidreiros do Vale do Paraíba – SP
Sindicato dos Petroleiros de São José dos Campos – SP
Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal Fluminense – RJ
Sindicato dos Servidores Públicos Federais do Pará – SINTSEP-PA
Sindicato dos Rodoviários de Ananindeua e Marituba – SINTRAM-PA
Sindicato dos Trabalhadores em Saúde – SINDESAÚDE-Amapá
Sindicato dos Trabalhadores da Água e Esgoto de Jacareí - SP
Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Papel, Papelão, Celulose, Pasta de Madeira para Papel, Cortiça e Artefatos de Papel de Jacareí, São Hosé dos Campos e Guararema - SP
Sindicato dos Trabalhadores no Comercio de Minérios e Derivados de Petroleo de São José, Vale do Paraíba e Região - SP
Sindicato dos Servidores Municipais de São Sebastião - Vale do Paraiba - SP
Mandato do Deputado Federal Ivan Valente – PSOL – SP
Mandato da Vereadora Amélia Naomi – PT São José dos Campos – SP

Argentina:
Liliana Olivero – Deputada – Córdoba e Dirigente de Izquierda Socialista
Rúben Sobrero e Edgardo Reynoso – Dirigentes Feroviários

Bolívia:
Carlos Rojas – Grupo La Protesta

Colômbia:
Álvaro Saumeth – Dirigente de Professores

Panamá:
Priscila Vázquez – Dirigente dos Trabalhadores da Seguridade Social

Peru:
Enrique Fernández Chacón – ex. Deputado Nacional e Dirigente de UNIDADE NA LUTA

Venezuela:
Orlando Chirino – Coordenador Nacional da Corrente Sindical CCURA
José Bodas – Secretário Geral da Federação Unitária dos Trabalhadores Petroleiros
Emilio Bastidas – Coordenador da UNT Aragua
Miguel Angel Hernandez – Dirigente da USI (Unidade Socialista de Esquerda)



URGENTE: ENVIE ESSA NOTA PARA

Gabinete da Casa Civil do Governo do Estado de São Paulo: sberaldo@sp.gov.br
Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo: seguranca@sp.gov.br
Corregedoria da Policia Militar do Estado de São Paulo: correg@polmil.sp.gov.br
Sr. Alexandre Carvalho - RH da Johnson & Johnson: acarvalh@conbr.jnj.com

CÓPIAS PARA

Sindicato dos Químicos: quimicosjc@gmail.com
Unidos Pra Lutar: unidospralutar@ymail.com











Maiores informações no site: Sindicato dos Químicos de São José dos Campos e Região - São Paulo - http://www.quimicosjc.org.br/


SÃO PAULO: GREVE DA JOHNSON SEGUE FIRME APESAR DA REPRESSÂO POLICIAL

Os trabalhadores e trabalhadoras da Johnson deflagraram greve na empresa, ontem, 22, no terceiro turno por reivindicações específicas na fábrica. Hoje, durante a assembleia no primeiro turno, às 6h, e no horário administrativo, às 7h30, a empresa acionou a tropa de choque da PM para impedir a assembleia, negar o direito de greve e massacrar os trabalhadores com a força da opressão comum a um regime de Ditadura.

A tropa de choque reuniu os ônibus da empresa na Avenida Cassino Ricardo, conduziu todos em comboio até a empresa, interrompeu o trânsito no Jardim das Indústrias, impediu os trabalhadores de descerem para participar das assembleias e obrigaram os motoristas dos ônibus a avançar sobre o canteiro e entrar na empresa em alta velocidade. Os dirigentes do Sindicato dos Químicos foram barbaramente impedidos de chegar perto dos ônibus e falar com os trabalhadores, que foram mantidos em cárcere privado e violentamente oprimidos pela mira de escopetas da tropa de choque. O tal direito de ir e vir de cada trabalhador, de cada motorista que passava pelo local sucumbiu diante a violência da PM e da intenção da empresa em criar uma praça de guerra.

http://www.youtube.com/watch?v=GfDsmLt3bEk



terça-feira, 22 de novembro de 2011

Moção de apoio aos moradores do Pinheirinho






Considerando:

1) No Pinheirinho vivem 1.659 famílias num total de 9.000 pessoas. A prefeitura reconhece 5.500 pessoas, mas insiste em chamar o bairro de “assentamento”.

2) Os Trabalhadores sem teto ocuparam a área em 2004, abandonada pela empresa Selecta S.A. que faliu há anos e que deve uma dívida milionária aos cofres da prefeitura de SJC.

3) A Juíza da 6º vara cível, Márcia Faria Loureiro ordenou a reintegração de posse sem oferecer alternativa nenhuma para os moradores. A ordem de despejo se dá no momento que o governo estadual por meio do CDHU negocia a legalização do bairro.

4) Em assembléia, os moradores do Pinheirinho decidiram não acatar a decisão da juíza e preferem morrer resistindo que ficar na rua. A organização dos sem teto inicia uma “Onda Vermelha” de protestos que começam esta semana na região e uma campanha nacional de solidariedade.

A Assembléia realizada em 21 e 22 de novembro os trabalhadores da Johnson & Johnson resolvem:

1) Apoiar incondicionalmente a justa luta dos moradores do Pinheirinho pelo direito a moradia.

2) Exigir do poder executivo a imediata regularização do bairro.

3) Repudiar a decisão parcial da juíza Márcia Faria Loureiro que não pauta o papel social da terra, nem a Constituição Federal em seu artigo 6º que garante o elementar direito à moradia, desprezando todo o arcabouço jurídico de nosso País.

4) Solicitar ao poder judiciário a imediata revogação da liminar de despejo.

São José dos Campos, 21 de novembro de 2011.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

CAMPANHA: PARE BELO MONTE



Vossa Excelência Sra Presidenta Dilma Roussef
Exmo. Sr Presidente da Câmara dos Deputados Marco Maia PT/RS

Nós do Movimento Gota D’Água pedimos o vosso empenho e ação para evitar mais um desastre ambiental de proporções gigantescas:

pedimos vossa atenção para ouvir os argumentos da população do Xingu, dos ambientalistas, técnicos e cientistas verdadeiramente empenhados em achar soluções para o desenvolvimento sustentável do Brasil.

pedimos o fim dos discursos ambientalistas de palanque e o avanço na direção de uma discussão verdadeira em prol de políticas alternativas de geração de energia sustentável - capazes de gerar a energia necessária ao desenvolvimento do país, sem arruinar um ecossistema dessa magnitude

pedimos a interrupção imediata das obras de Belo Monte e a abertura de um amplo debate, que convoque os brasileiros a refletir e a opinar sobre qual modelo de progresso estão dispostos a perseguir, cientes das conseqüências de suas escolhas.

(Os Signatários)
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terça-feira, 15 de novembro de 2011

FORA LUPI E TODOS OS CORRUPTOS!

Abaixo a burocracia sindical!

Mais um escândalo no governo Dilma. Agora é no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), comandado pelo PDT e pela Força Sindical. O esquema envolve uma cota retirada das ONG’s que recebem verbas do Ministério do Trabalho, num mecanismo de pressão semelhante ao das máfias.

Não se trata de erros individuais, como afirma o Ministro Carlos Lupi. O PDT usa esse mecanismo corrupto para financiar suas “atividades” e enriquecer suas lideranças políticas e sindicais. É público que o PDT utiliza a ONG “Meu Guri”, ligada ao sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, presidida pela esposa de Paulinho, como um duto que canaliza recursos do Ministério do Trabalho para as contas dos políticos Pedetistas. O Mesmo ocorre com a ONG Data Base, alojada na sede da Força Sindical. De nenhum modo se trata de denuncias vazias, já que inúmeras irregularidades são apontadas pela CGU (Controladoria Geral da União), Policia Federal e Ministério Público.

Lembramos que o PDT é reincidente em escândalos. Paulinho, deputado do PDT e presidente da Força Sindical, foi um dos envolvidos na máfia que desviava recursos do BNDES. Recentemente Paulinho e seus comparsas foram condenados pela justiça federal pelo crime de improbidade administrativa por desvios de recursos do programa Banco da Terra.

O PDT aparelhou totalmente o Ministério do Trabalho, transformando os gabinetes em comitês eleitorais para seus candidatos e em uma máquina de cartas sindicais para a burocracia sindical, sobretudo a da Força Sindical e CUT. Só desse modo é possível compreender porque há tanta intromissão na vida sindical do país. Perseguições a sindicatos classistas e uma brutal ligação entre a cúpula das centrais e a cúpula do ministério, numa relação financeira e de parceria mais intensa do que na era Vargas. E as burocracias, afastadas dos locais de trabalho e manejando recursos milionários, implementam nos sindicatos métodos iguais aos de Lupi, Paulinho, Orlando Silva e Palocci. Por isso, nossas campanhas salariais são vendidas, nossos direitos rebaixados e não há democracia nas entidades sindicais das centrais governistas, exemplos são os sindicatos de metalúrgicos, seja da Força Sindical (em São Paulo e Mogi) ou da CUT (no ABC). Há uma verdadeira caixa preta comandada pelas centrais sindicais que usam as verbas do FAT e do imposto sindical em benefício próprio. Por isso nada é feito contra a aplicação de níveis chineses de exploração como vimos nos canteiros de Jirau, nas obras do PAC ou no contracheque dos bombeiros. É isso que explica a vergonhosa nota da CTB, UGT, NCST, CGTB e Força Sindical em defesa das falcatruas de Lupi.

Ao mesmo tempo, as estruturas estaduais do Ministério, as Secretárias Regionais, são instrumentos em favor dos patrões. Atuam contra os trabalhadores nas data-bases e fazem vista grossa ao descumprimento dos acordos coletivos e dos direitos trabalhistas. Praticamente já não fazem fiscalizações e, via de regra, arquivam as denuncia contra os empresários. Internamente as chefias, todas indicadas politicamente (DAS’s), aplicam uma ditadura contra os servidores federais do órgão, não negociando durante a última longa greve dos servidores do MTE, criminalizando e perseguindo lideranças sindicais e impondo um acordo anti-trabalhista após o término do movimento. E tudo isso acontece com a complacência da direção governista que preside a CONDSEF, entidade filiada a CUT.

Esse escândalo é mais uma demonstração de que Dilma não fez nenhuma faxina. Os corruptos seguem em postos chave, nos ministérios e governando o país. PT, PC do B e PDT, os antigos partidos do chamado “campo democrático e popular”, hoje, são definitivamente partidos dos patrões e da corrupção. O PMDB e PR (ex-PL) nunca foram diferentes do PSDB e DEM.

Dilma mantêm essa coligação de corruptos por necessidade de aplicação do plano de ajuste econômico que todos eles defendem. Medidas como a DRU (desvinculação das receitas da União) estão acima de eventuais disputas conjunturais palacianas ou das disputas eventuais entre as siglas que presidem a CUT, por um lado, e as demais centrais, por outro.

O caminho para derrotar a corrupção e ajuste fiscal é a mobilização. Temos que seguir o exemplo da juventude de São Paulo que toma as ruas e se organiza massivamente por seus direitos.

Os trabalhadores necessitam se organizar e derrubar a burocracia sindical corrupta e pelega. Necessitam administrar seus recursos. Necessitam por fim a mamata do imposto e das taxas “pelegais” e confederativas que financiam magnatas do sindicalismo. Necessitam abrir a caixa preta das centrais sindicais, para evitar que os burocratas sigam enriquecendo. Para obrigar que os Paulinhos, Medeiros, Gomes, Patahs, Calixtos, Netos, Dantas e Henriques desçam do pedestal e voltem aos seus locais de trabalho e sintam novamente o que significam a exploração e o assédio moral patronal.

Não há nenhuma possibilidade de investigação profunda de toda essa máfia com a permanência da atual ministro do trabalho nessa pasta. Lupi tem que sair do ministério.

Fora Lupi e todos os corruptos! Investigação e punição de todos os envolvidos! Fim da máfia do MTE!

Abaixo a burocracia sindical! Fim da ingerência do Estado capitalista em nossas entidades! Chega de super-poderes para as centrais!

Varrer os pelegos! Por direções honestas e de luta nos sindicatos, CIPAS, delegacias de base! Por assembléias democráticas para decidir o que fazer com os recursos descontados dos trabalhadores!

Atendimento das reivindicações e fim das perseguições aos servidores do MTE!


UNIDOS PRA LUTAR
São Paulo, 12 de novembro 2011