quinta-feira, 26 de maio de 2011

Maranhão: Greve dos rodoviários de São Luis

Todo apoio à greve dos rodoviários!

Chega de repressão!

A greve dos trabalhadores do transporte urbano de São Luís adentra o 4º dia sem que se tenha chegado a um acordo.
Hoje (26/05) a Polícia Militar prendeu um rodoviário e espancou brutalmente um piquete da greve no anel viário. Cerca de 500 rodoviários se manifestam no centro da cidade e se concentram em frente ao prédio do sindicato. A polícia segue atirando com balas de borracha e bombas de gás contra os manifestantes.

A greve só continua, por ganância dos empresários de transporte que não querem atender às reivindicações da categoria.

Por outro lado, o Tribunal Regional do Trabalho do Maranhão numa clara demonstração de servir aos interesses dos empresários determinou o funcionamento de 80% da frota durante a greve, decretou o bloqueio da conta do sindicato dos rodoviários, com multa diária de R$50 mil pelo descumprimento da decisão.

Como se não isso, a grande mídia também criminaliza ou esconde o movimento colocando a população contra os trabalhadores.

A patronal quer impedir que os trabalhadores exerçam um direito que é constitucional que é o direito de greve.

Somos solidários aos companheiros rodoviários que de maneira justa reivindicam seus direitos e conclamamos aos movimentos sociais e à população em geral que apóiem a greve.

UNIDOS PRA LUTAR
São Luís, 26 de maio de 2011




quarta-feira, 25 de maio de 2011

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS/SÃO PAULO: Químicos deflagram greve na Monsanto

            Os trabalhadores da Monsanto e o Sindicato dos Químicos de São José dos Campos e região deflagraram greve na fábrica de insumos agrícolas e transgênicos esta manhã, 25. A paralisação começou no 1º turno, seguiu com os trabalhadores do horário administrativo, 8h, e será posta em votação também com os trabalhadores do 2º turno, que chega a empresa às 15h.
            Inicialmente, a greve é por 24 horas, mas pode se estender por prazo indeterminado se os trabalhadores votarem a manutenção da greve, hoje, às 15h, e amanhã, às 7h30.   
            A greve é pelo descumprimento da multinacional do acordo de PLR, assédio moral extremo, incluindo os trabalhadores terceirizados, desvio e acúmulo de função e perseguição. A empresa tem cerca de mil e duzentos trabalhadores, entre próprios e terceirizados.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Governo Dilma: PAC, Copa, Foxconn, a chinalização e o PRONATEC



Por: Julio Miragaia*
Vamos acompanhar uma linha do tempo: Obama vem ao Brasil no mês passado e declara que “chegou a hora de tratar o Brasil como a Índia e a China”. Entre as inúmeras declarações do presidente ianque essa intriga. Afinal, tem sido cada vez mais notório que nesses países se instalam as relações trabalhistas das mais precarizadas no mundo. Bom exemplo disso é o suicídio de 14 operários da Foxconn, ano passado na China.

Falando em China, e falando em Foxconn, a presidente Dilma Roussef esteve na semana passada visitando a ditadura capitalista chinesa. A agenda da chefe do Estado brasileiro rendeu o anúncio da mesma Foxconn e de outras empresas em investimentos no Brasil. Desta primeira, de cerca de R$ 12 bilhões e a criação de filiais.

Superexploração e grades
Atualmente a Foxconn tem dois complexos na cidade chinesa de Shenzhen. Neles trabalham cerca de 400 mil funcionários em linhas de produção de iPhone, iPad e outros produtos eletrônicos. Depois do suicídio dos jovens operários no ano passado, os trabalhadores tiveram aumento de 60% nos salários, mas a superexploração segue sendo uma rotina. A jornada diária é de 10 horas, seis dias por semana, em troca de um salário equivalente a R$ 1.083 e seguro-saúde. "Nós produzimos os eletrônicos mais luxuosos, mas não os consumimos", diz um operário em entrevista a um repórter da Folha de São Paulo que acompanhou a visita presidencial. Após os suicídios a Foxconn instalou grades nas janelas e redes sob os dormitórios para evitar novas mortes.

Em cada um dos quatro complexos onde vivem os trabalhadores da empresa residem 100 mil funcionários. Num quarto dormem oito pessoas. A divisão dos edifícios é por gênero, e visitas estão proibidas. A Foxconn estuda construir no Brasil algo semelhante. As relações trabalhistas não são nada modernas: cobranças dos chefes por meio de humilhantes broncas públicas, longas horas extras, falta de privacidade e de lazer nos dormitórios e baixos salários são parte da rotina.

O que há por trás do PRONATEC?
Em seu primeiro pronunciamento, a presidente Dilma anunciou a criação do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico (Pronatec), que deverá ser lançado na próxima semana. O objetivo do mesmo é a "capacitação profissional" de cerca de 3,5 milhões de trabalhadores até 2014. Só esse ano serão 500 mil inscritos no programa. O foco será nos setores mais carentes de profissionais especializados, como construção civil, tecnologia da informação e serviços (hotelaria e gastronomia, por exemplo).


O Pronatec será criado por projeto de lei, porque altera várias regras, como a do seguro-desemprego, por exemplo. Como o governo tem pressa, a proposta deverá ser enviada ao Congresso com pedido de tramitação em regime de urgência.

Seria o único objetivo do governo federal a qualificação profissional de tarbalhadores para o mercado de trabalho? Não é tão simples assim.

A instalação do complexo de montagem da Foxconn é apenas a ponta de um iceberg. A movimentação do governo Dilma, no que diz respeito a política que está tendo de criar uma imensa quantidade de mão de obra técnica supostamente qualificada parece parte de uma plano maior. Os recentes levantes operários ocorridos nas obras do PAC, com maior expressão em Jirau e Santo Antônio, mostram que uma "chinalização" das relações trabalhistas pode estar em andamento no Brasil.

É preciso uma mão de obra não tão bem qualificada assim para os inúmeros projetos em curso, como as obras do PAC, da Copa do Mundo, das Olimpíadas e as instalações de multinacionais como a Foxconn por exemplo. Para esses projetos não é preciso uma mão de obra oriunda do ensino superior, por isso a tendência é de um "boom" sobre o ensino técnico, a partir de projetos como o PRONATEC, com cursos rápidos e que dêem a impressão na população de que o governo está investindo em educação. Nada mais falso.

Uma chinalização do Brasil à vista

Dilma vai ao longo de seu mandato cumprindo com o compromisso de campanha feito com o empresariado, em especial com os da construção civil que tem um prato cheio para os próximos anos, com uma mão de obra barata para uma fácil mais-valia. Não à toa a Gerdau inicia uma "consultoria" ao governo, sendo que desde a gestão de Lula, Jorge Gerdau foi um dos membros mais atuantes do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.


Obama não disse que havia chegado a hora de tratar o Brasil como a Índia e a China por acaso. A intenção do imperialismo é aprofundar em território verde e amarelo a superexploração existente nesse países. Precisamos denunciar essa chinalização que está por trás de projetos como o PRONATEC e os inúmeros projetos em curso. Pode até parecer clichê falar, mas é necessário: ou os trabalhadores e a juventude se mobilizam a exemplo dos levantes nas obras do PAC, ou podemos (e deveremos) ver casos como o dos suicidas na Foxconn se repetir aqui . Alguém duvida? As mobilizações em Jirau foram contra uma superexploração em muito semelhantes as da ocorrida em Shenzhn, ou qualquer semelhança é mera coincidência? Com a palavra, o futuro.

*Júlio Miragaia é estudante de jonralismo, militante do PSOL (Pará), Coletivo Vamos à Luta, assessor do SINTSEP-PA e SINTRAM.

Jirau hoje, Belo Monte amanhã – Relatório aponta violações em Jirau e prevê repetição em Belo Monte *


Além das violações trabalhistas denunciadas na construção da Hidrelétrica no Madeira, em Porto Velho o índice de migração foi 22% maior que o previsto, os casos de estupro aumentaram em 208% e quase 200 crianças permanecem fora da escola apenas em uma das vilas. Os dados estão no Relatório sobre Jirau, lançado nessa semana em Brasília. A maior preocupação é que violações desse tipo tendem a se repetir em Belo Monte.
 
Dois meses após a revolta dos operários na usina de Jirau, em Porto Velho, a Relatoria Nacional para o Direito Humano ao Meio Ambiente entrega nessa semana à autoridades em Brasília, o relatório que aponta inúmeras violações aos direitos humanos na obra. Além do desrespeito à legislação trabalhista e das violações de direitos humanos encontradas, a relatoria constatou que a infraestrutura montada pelos consórcios para a obra é insuficiente. Resultado disso é que centenas de crianças estão fora da sala de aula, a qualidade de vida das comunidades piorou, houve aumento expressivo nos índices de violência, incluindo as ocorrências de estupro, que aumentaram em 208%.

O relatório é resultado de uma missão emergencial realizada em abril, motivada pelo levante dos operários que incendiaram 54 ônibus e 70% dos alojamentos. Apenas na usina de Jirau eram 21 mil trabalhadores compartilhando alojamentos, denunciando surtos de viroses, jornada excessiva de trabalho e outras más condições que a magnitude e a pressa em acabar a obra ocasionaram. As comunidades realocadas reclamam da piora na qualidade de vida: estão em casas de alvenaria de má qualidade, longe de suas terras, onde plantavam e colhiam, e do rio, onde pescavam. Elas afirmam que a renda hoje é muito inferior ao que recebiam antes.

Segundo o Relator para o Direito Humano ao Meio Ambiente, José Guilherme Zagallo, as conseqüências das obras do Madeira constatadas pela relatoria tendem a se repetir em Belo Monte em uma escala ainda maior. A Relatoria já havia realizado uma missão no Madeira em 2008 e também esteve em Belo Monte no ano passado. Na opinião de Zagallo, o Pará, assim como Rondônia, não possui estrutura para receber esse contingente de trabalhadores e migrantes, o que acarretará em mais violações. “O estudo de impacto ambiental de Belo Monte prevê que a população de Altamira vai duplicar com a construção da usina”, afirma o relator.

Na avaliação da Relatoria o Estado Brasileiro não está preparado para essas grandes obras. “Em uma única semana, em março, 80 mil trabalhadores de obras diferentes estavam em greve por más condições de trabalho. Só em Jirau e Santo Antonio, o Ministério do Trabalho fez 2.000 autuações por violações à legislação trabalhista”, afirma o Relator. Tanto as usinas no Rio Madeira como a usina de Belo Monte, no Rio Xingu, são obras de envergadura do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), financiadas com recursos públicos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A Relatoria pretende mobilizar autoridades para que o Governo Brasileiro tome as medidas cabíveis que reparem as violações constatadas e evitem novas violações.

Saiba mais sobre a Relatoria:

As Relatorias de Direitos Humanos são uma iniciativa da sociedade civil brasileira, que têm como objetivo contribuir para que o Brasil adote um padrão de respeito aos direitos humanos econômicos, sociais, culturais e ambientais. O projeto foi implantado pela rede Dhesca Brasil em 2002, inspirado no modelo dos Relatores Especiais da ONU.

O desafio dos/as Relatores/as é o de diagnosticar, relatar e recomendar soluções para violações apontadas pela sociedade civil. Para verificar as denúncias acolhidas, as Relatorias visitam os locais realizando missões, audiências públicas, incidências junto aos poderes públicos e publicam relatórios com recomendações para a superação dos problemas identificados.

*Fonte: CIMI

Anexos:
Relatorio: Violações de Direitos Humanos nas hidrelétricas do Rio Madeira
http://issuu.com/unidospralutar/docs/relatorio_jirau

Relatorio: Violações de Direitos Humanos Ambientais no Complexo Madeira
http://issuu.com/unidospralutar/docs/rel_rio_madeira

Relatoria Nacional do Direito Humano ao Meio Ambiente - Rio Xingu
http://issuu.com/unidospralutar/docs/relatorio_xingu_vivo

Sumário Missão Xingu
http://issuu.com/unidospralutar/docs/sumario_executivo_xingu




Metalúrgicos do Brasil deflagram onda de greves nas montadoras*



Metalúrgicos de montadoras do Brasil inteiro aproveitam o bom momento que o setor atravessa - com produção e vendas em alta - para cobrar a sua parte na divisão do lucro das empresas.

As negociações entre sindicalistas e empresários, em sua grande maioria, têm chegado ao impasse, o que abriu caminho para a realização de uma onda de greves no setor.

Os metalúrgicos da General Motors (GM) de São José dos Campos, no Vale do Paraíba, fizeram na sexta-feira (20) uma greve de advertência de 24 horas e ameaçam cruzar os braços por tempo indeterminado na segunda.

Na fábrica da montadora em São Caetano do Sul, no ABC paulista, a paralisação foi de quatro horas - duas no turno da manhã e outras duas no da tarde.

Os trabalhadores querem que a GM pague R$ 12 mil em Participação nos Lucros ou Resultados (PLR) este ano. A oferta da empresa é de R$ 9 mil.

O movimento dos metalúrgicos de São José e de São Caetano faz parte de uma tendência nacional. A conquista de parcelas cada vez maiores nos lucros ou resultados das empresas é hoje um dos principais itens da pauta de negociações entre empresas e sindicatos, ao lado do aumento real de salários.

Entre os operários das montadoras, essa tendência é ainda mais forte.

Neste ano, a venda de veículos estabeleceu um novo recorde para um primeiro quadrimestre. Elas cresceram 4,5% em relação a igual período de 2010. Para este mês, a expectativa do setor é de novo recorde.

As vendas devem ficar ao redor de 300 mil unidades, atingindo o melhor resultado para um mês de maio no país. O emprego, em geral, também está em alta no País.

Na briga por uma PLR maior, os metalúrgicos do Paraná saíram na frente.

Na fábrica de caminhões e ônibus da Volvo, em Curitiba, bastaram três dias de greve para que a empresa concordasse com a reivindicação dos trabalhadores, comprometendo-se a pagar o maior valor de PLR do país. Cada um dos 3,2 mil operários da montadora vai embolsar nada menos que R$ 15 mil.

Já na Renault, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, não foi preciso nem fazer greve.

A simples ameaça de parar a produção fez com que a montadora se curvasse à exigência trabalhadores que reivindicavam R$ 12 mil em PLR. As duas montadoras, no Brasil, têm fábricas apenas em Curitiba, onde o movimento sindical é forte.

No caso da Volkswagen, a fábrica de Curitiba enfrenta uma greve que já dura 17 dias, por não aceitar o valor reivindicado pelos trabalhadores.

A direção da Volks já avisou que não vai ceder na queda de braços com os sindicalistas. A empresa estaria disposta a enfrentar mais de um mês de greve. (Fonte: O Estado de S.Paulo)

*Fonte: DIAP

AS GREVES DOS POLICIAIS CIVIS PELO BRASIL*

Rio Grande do Norte

A greve começou dia 16 de maio de 2011.

Em assembléia, a Polícia Civil do Rio Grande do Norte decidiu pela deflagração de greve por tempo indeterminado, a fim de pressionar o governo a implementar o enquadramento da categoria conforme reza a lei 417/2010 e por reajustes salariais de 50% em maio e outubro de 2011. Foi decidido que vão trabalhar 30% do contingente policial, na área administrativa e de serviços considerados inadiáveis e de apoio, como manda a lei de greve, enquanto em todas as delegacias do interior e de Natal os policias paralisam suas atividades. Essa foi a consequência da decisão do governo de não atender as reivindicações da categoria.

Piauí

Em greve desde o dia 15/04/11.

A Polícia Civil do Piauí decidiu, em assembléia extraordinária na manhã desta segunda-feira (16/05), suspender a greve por sete dias para que sejam iniciadas as negociações com o governador Wilson Martins.

Cristiano Ribeiro, presidente do Sindicato de Policiais Civis do Piauí – Sinpolpi afirma que a greve foi suspensa até a próxima segunda-feira (23/05), mas se não houver alternativa o movimento será retomado e os policiais voltam a cruzar os braços.

Os policiais reivindicam um aumento salarial na ordem de 24% e outros benefícios, como auxílio alimentação, convocação de concursados e melhorias nas unidades prisionais. O governo do Estado propôs pagar o reajuste em quatro parcelas até 2012. A proposta foi rechaçada na assembléia geral das categorias.

Minas Gerais

Os policiais civis de Minas Gerais iniciaram greve dia 10/05/11 por tempo indeterminado.

De acordo com informações do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado (Sindipol-MG), a categoria, reivindica melhores salários e condições de trabalho, com o pagamento de escrivães e investigadores igualados ao salário dos perito, cujo valor inicial é de R$ 4.420. Os policiais pedem, ainda, a construção de um hospital para os servidores e a reformulação da estrutura de trabalho, com mais viaturas e prédios. Os Delegados mineiros fazem parte da paralisação.

Alagoas

Os policiais civis de Alagoas estão em greve desde o dia 26/04/11.

A reivindicação é por melhores condições de trabalho e reajuste salarial. O SINDPOL/AL quer que o salário de um policial civil seja de 60% do que ganha um delegado (passaria a ser de cerca de R$ 7.000). Atualmente, é de cerca de R$ 1.800,00.

Melhores condições de trabalho também estão nos pedidos da categoria.

Antes desses estados já passaram por paralisações a Polícia Civil do Distrito Federal, Maranhão e Paraíba.

Sem diálogos com os governos, o descaso com a segurança pública e a cansativa espera por melhores condições de trabalho deixam como única alternativa a paralisação.

As greves policiais se espalham pelo Brasil e não foi necessário combinar nada, pois o sentimento do policial civil é único, assim como o seu sofrimento.
 
* Fonte: SINDPOL-RJ